Olhando através da janela à sua frente teve uma sensação estranha. Vislumbrou um objeto cadente em chamas, cruzando o céu em trajetória obtusa a linha do horizonte e manchando de vermelho e amarelo aquele calmo cenário azul de água do lago e mar de nuvens. Não era uma visão, miragem ou alucinação, mas um desejo. Queria que isso ocorresse. Ansiava por um evento que quebrasse a rotina.
A lenta figura do avião comercial se movendo pelo céu o trouxe de volta. O devaneio se desfez e ele voltou ao trabalho, como se nada tivesse acontecido. Como de fato, nada acontecera.
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