originalmente republicado em Varanda, em 20/12/2004.
Após mais um dia de cansaço corporal e mental (o que já se lhe tornara habitual), não se conteve e adormeceu antes de preparar o café da manhã seguinte, reler os e-mails ou mesmo desligar a TV. Freudianamente, sonhou que, sem maiores explikafkações, o dia passara a ter trinta horas. Seis horas a mais.
De imediato, sentiu a tranqüilidade. Mais sono, mais calma no trabalho, menos pressa no almoço. Voltar a despender alguns minutos ouvindo as músicas de que tanto gosta, lendo as letras e estudando os discos. Ah, ler livros com figuras.
Foi nesse momento que, com os raios da maldita alvorada doendo em seus olhos, acordou. Parecendo-lhe que dormira tão pouco, sentia-se ainda cansado. Olho no relógio e ao mesmo tempo em que, triste, notou que os dias continuavam tendo 24 horas, percebeu que aquele específico já começara mal: estava atrasado.
Arquivado como:Rascunho, microconto , Kafka, literatura



Eu estou na campanha, não no comando…
Se dependesse de mim, até a semana seria diferente, como já te disse. Ainda posto sobre isso =)
AS trinta horas servirão para eu corrigir as coisas que escrevo (como fiz agora
).
Quando começar a minha pós, vou querer mais quatro horas, pode ser?
“Explikafkações” …
Obs: Inseri equivocademente o mesmo comentário no post anterior.