Originalmente publicado em Rascunho, em 09/01/2005
- Desculpa, eu cansei.
- Por favor, não faça isso. Seu talento é muito grande pra você abandonar tudo agora.
- Nunca foi talento. No máximo força de vontade.
- Se assim ainda fosse, você progrediu tanto. Mais do que qualquer um poderia esperar.
- Mas eu queria. Não quero mais.
- O quê mudou? Você não era assim. Não faça isso…
- Deixe-me ir. Se eu estou deixando tudo é porquê eu não tenho mais razão para continuar.
- Eu não entendo. Seja sincero comigo, qual o motivo disso? Diz pra mim.
- Ok, quem sabe a verdade lhe faça desistir de insistir. Leia-a em meus lábios: eu nunca gostei. Nem por um segundo sequer.
- Como assim?! E aquele brilho em seus olhos…
- A única causa pela qual durante todo esse tempo fui capaz de demonstrar qualquer deleite ao acordar tão cedo para fazer aulas de balé bisemanais está em pé na minha frente, impedindo-me de seguir o meu caminho e me forçou a segurar as lágrimas enquanto eu tentava articular essas malditas frases evasivas.
- Eu nun…
- Deixe-me ir, professora.
Arquivado como:Rascunho, microconto



Oi Rená! Tudo bom? Adorei teu novo site. Criei um hoje somente para começar a publicar textos que gosto, coisas que eu já criei, enfim…
E sobre Lost e o Padre, confesso que morri de rir. Abraços! Babi
Uhu! Sensacional. Adoro essas coisas.
Voltarei ao balé na terça…