Hiperfície

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Unificação de numerosas intervenções do autor na Hiperfície

Em brancas nuvens

Quem passou a vida em brancas nuvens e em plácido repouso adormeceu,
Quem não sentiu o frio da desgraça, quem passou pela vida e não sofreu
Foi espectro de homem, não foi homem, só passou pela vida, não viveu.

(Francisco Otaviano)

Não sei exatamente se foi aos 11 ou aos 12 anos, mas sempre vou me lembrar de um certo aniversário  meu em Barra do Garças, quando meu pai deu uma festinha numa lanchonete, apenas para “não passar em brancas nuvens“.

Ganhei um jogo da Turma da Mônica para Master System, entre outros presentes bacanas. Mas essa figura de linguagem eu vou identificar para sempre com aquele momento.

“Pai” desnaturado que sou, deixei o primeiro ano do Hiperfície passar em brancas nuvens. Ainda falta muita coisa para estruturar por aqui,  como os links para os blogs antigos, explicar melhor o conceito de Hiperfície e por aí vai.

Foi um ano bacana esse que passei com essa idéia na ponta dos dedos, que gerou outras como hiperamigos e hiperabraços.

Bom, chega de “meu querido diário”. Let the seasons begin!

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Por falar em DJs…

O pessoal do Prodigy, que nos anos 90 foram pioneiros na música eletrônica para as massas, estão preparando o retorno, com direito a Dave Grohl e James Rushent. Dessa vez, se rolar show no Brasil, eu não perco.

Com vocês, o primeiro single, Invaders Must Die:

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Deuses Jardineiros

Poema meu, originalmente publicado em Sacada, em 01/11/2005

http://www.images.com/SwishSearch?Keywords=music%20rainbow#nav={%22ssid%22%3A%20%227284900013%22%2C%20%22ssdex%22%3A%20%226%22%2C%20%22showstart%22%3A%20%22ss%22%2C%20%22snum%22%3A%200%2C%20%22viewmode%22%3A%20%22ss%22}

A música pelo ar se move como o vento
Cada nota porta uma semente de felicidade

Germinar e crescer nos corpos em movimento
Dançantes pomares fertilizados com liberdade


Na aquarela de brilhos intermitentes
Cada feixe é um sol independente
Iluminando apenas o suficiente
Aquecendo o terreno gradualmente

Na noite surgem flores desabrochadas
No rosto se abrem janelas escancaradas

As sensações se dilatam multiplicadas
Difusas na pele que precisa ser regada

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Águas de dezembro

Poema meu, originalmente publicado em Sacada, em 15/12/2005

No ritmo com que o sol altera a aquarela
O caminho entre as árvores, a ponte velha
Um desejo secreto, mãos dadas, eu e ela
O reflexo crescente na água até a queda

A liberdade dos seus cabelos flutuantes
Uma imagem de sonhos, um longo instante
Manhã entardencendo em cores brilhantes
Competindo nossas pedrinhas deslizantes

Sorrisos satisfeitos, um beijo sobre os trilhos
Topo da colina, ela em direção à cozinha
Eu, cabisbaixo, às broncas escada acima
E a inocência escorreria junto à sujeira

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Vitória da Rede: RIAA joga a toalha

Esta é uma notícia emblemática para o novo âmbito coletivo de construção de expectativas normativas que tenho chamado de Direito achado na rede: a RIAA desistiu de processar quem baixa música sem pagar pelos direitos autorais.

20/12/2008 – 11h04
Gravadoras americanas param de perseguir quem baixa música na internet
da France Presse

A federação das gravadoras dos Estados Unidos (RIAA, sigla em inglês) anunciou nesta sexta-feira que desistiu de perseguir as pessoas que baixam música ilegalmente na internet. De acordo com a entidade, cabe aos provedores adotar medidas contra a pirataria. Read the rest of this entry »

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Blogs e a grande mídia: alternativa virtual para uma democracia real

Artigo originalmente publicado em agosto de 2007, no jornal Constituição & Democracia nº  15 – Democracia e Mídia

bgmHoje os computadores formam uma rede de comunicação robusta e capilarizada que conecta a diversidade. Mas diante da diferença, volta e meia a internet serve de veículo para manifestações antidemocráticas (casos de homofobia, xenofobia, racismo etc.). Não são problemas exclusivos do mundo virtual, e sim replicações intolerantes de atitudes nocivas do mundo presencial. O desafio é fazer com que essa revolucionária forma de comunicação possa, em vez de violar, viabilizar os ideais de justiça socialmente construídos na modernidade.

Os grandes grupos comunicativos são oligopólios econômicos, cuja impressionante capacidade de informação tem em contrapartida limitações nem sempre perceptíveis. Desde a inconveniência de contrariar um patrocinador até a distorção de fatos políticos, a sua atuação é restrita, em vários níveis não evidentes, pelo capital privado que banca seu desenvolvimento, inclusive na internet. Por isso, os blogs, e muitos outros tipos de sites de conteúdo gerado por usuários, constituem uma inovadora alternativa para a circulação de informações, pois giram as posições de emissor e receptor, renovando a relação entre espectador e mídia.

Paradoxalmente, um forte indício do potencial comunicativo dos blogs é exatamente Read the rest of this entry »

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Águas de dezembro

Poema meu, originalmente publicado em Sacada, em 15/12/2005

No ritmo com que o sol altera a aquarela
O caminho entre as árvores, a ponte velha
Um desejo secreto, mãos dadas, eu e ela
O reflexo crescente na água até a queda

A liberdade dos seus cabelos flutuantes
Uma imagem de sonhos, um longo instante
Manhã entardencendo em cores brilhantes
Competindo nossas pedrinhas deslizantes

Sorrisos satisfeitos, um beijo sobre os trilhos
Topo da colina, ela em direção à cozinha
Eu, cabisbaixo, às broncas escada acima
E a inocência escorreria junto à sujeira

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Yolk’s Yogurt

texto originalmente publicado em Lista Negra, em 13/01/2006

yyheartImagine a beleza de um duelo singelo entre imagens de traços simples e pequeninas frases de palavras doces. Não seria interessante se alguém conseguisse nesse embate materializar as minúcias da angústia de existir alternadas com as minúsculas alegrias do viver?

yyppAssim como acontece no cotidiano, pesares ocultos e rigozijos sinceros, solidão velada e companhias partilhadas, tudo flagrado em instantes compostos de meras formas e cores. Pois assim é a obra virtual do jovem Jay, conforme exposta no flog ou no site Yolk’s Togurt (nome inusitadamente bonitinho em inglês  que, em bom português, significa “Iogurte de Gema“).

yyflwrsO rapaz já vendeu algumas camisetas com seus desenhos. O endereço dos desenhos é bastante visitado. Tem a comunidade no orkut. Mas eu acho pouco.

yypmbAcho muito pouco perto da genialidade que vejo nas coisas que ele faz, pricinpalmente a facilidade como que ele concentra e emotividade de seus personagens na relação entre o coração e o peito. E é unânime. Com todo mundo que eu falo, pra todo mundo a quem eu apresento, é sempre a mesma reação. Sabe aquela que as mulheres têm quando vêem filhotes, de olhinhos apertados e sorrisinho feliz? Então, todo mundo acha tudo muito lindo. Daí, bem, eu me pergunto como é que esse sujeito ainda não está vivendo só disso.

yycrtsSe você ainda não conhece (e até agora não clicou em nenhum link) use seu tempo de forma proveitosa e viaje pelo histórico do flog e depois volte aqui pra concordar comigo.

Houve um tempo, estava disponível uma série de desenhos para um jogo fictício, chamada “The Jay’s Meaningless Life Game” (O jogo da vida sem sentido de Jay). As fases iam da doce “procura por amor”, passavam pelo “tentar não se apaixonar”, seguiam com “um mundo de ilusões”, “frio como gelo”, chegavam em “uma pequena ajuda”, envolviam “correr um risco” até finalmente o “game over” (esses desenhos não estão mais disponíveis graças a uma “cortesia” oferecida pelo Fotolog). No total, eram doze fases, postadas entre junho e julho de 2004*. É o flog existe já tem um tempo. Desde um tempo em que, por exemplo, você talvez ainda nem conhecesse a pessoa por quem você está perdidamente sem rumo nesse exato momento.

yylifeBom, a conclusão é, Jovan de Melo, cara, eu realmente gosto muito do seu trabalho, mas, assim, já machucando o seu coração, não é por nada, mas já há alguns anos o Y’sY engrossa a lista negra.

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Os melhores blogs do mundo

Volto ao direito achado na rede.

Posso adiantar que minha idéia se liga à desobediência civil global como geradora de um novo direito. Esse novo direito pode ser bem visível no tocante à propriedade intelectual, mas que não se limita a mp3 e p2p . Na verdade , como bem resumiu minha colega de mestrado e sãopaulina Carolina Costa Ferreira, “o direito achado na rede pode ter o tamanho da Internet“. Ele realmente, mais do que um instrumento de afirmação, deve ser pensado como uma forma de lutar, um caminho em busca da ressignificação jurídica do mundo, dizendo o que é e o que não é direito.

Antes de dar mais corpo à essa proposta, com um manifesto propriamente, segue post da Soninha Francine, a quem admiro desde que era apresentadora da MTV. A simples leitura das situações que ela descreve indicam o que eu quero dizer com um direito que não está nas leis, mas nas expectativas de justiça que circulam pela internet.

28/11/2008

The Bobs 2

O prêmio da Deutsche Welle para os Melhores Blogs do Mundo é, na verdade, uma ocasião para promover a liberdade de comunicação e expressão, a aproximação entre culturas diferentes, o compartilhamento de visões de mundo construídas em contextos muito diversos, a promoção do jornalismo comunitário, a reflexão sobre o poder da internet como ferramenta de empoderamento dos indivíduos e grupos sociais, de alternativa à “grande mídia”, de profundas transformações sociais.

Parece idealismo juvenil? Não é. No Brasil, já é possível perceber as possibilidades que se abrem para quem tem acesso à internet e às diversas tecnologias da comunicação. A gente não faz idéia do que isso significa em países com cenários políticos muito mais conturbados do que o nosso… Read the rest of this entry »

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Sobre blogs e tudo mais…

Eu já toquei no assunto ao explicar o que é um “momento diário”. Blogs não são algo menor. Eles têm potencial para serem fabulosos e geniais. Claro, muitas vezes podem ser chatos, bobocas e descartáveis. Mas nisso eles não se diferenciam de nenhum outro meio. Quantos jornais, livros e revistas não são uma porcaria?

Antes de publicar aqui um artigo meu, reproduzo, com o auxílio lingüístico da hiperamiga Eterna Menina Shoyo, o texto “Os blogs como espetáculo íntimo” (publicado na Revista Ñ, suplemento literário do jornal argentino El Clarín). É uma espécie de resenha sobre um bate-papo em que os autores Santiago Roncagliolo, Oliverio Coelho y Daniel Galera explicam o que o s blogs  significam para eles.

Para ver o vídeo do bate-papo, clique aqui.

EM UMA MESA DO FILBA (FESTIVAL INTERNACIONAL DE LITERATURA DE BUENOS AIRES, QUE ACONTECEU EM NOVEMBRO) TRÊS JOVENS ROMANCISTAS E BLOGGERS LATINO-AMERICANOS DISCUTIRAM SUAS EXPERIÊNCIAS COM O POPULAR MEIO DIGITAL. ELES OPINARAM SOBRE AS VANTAGENS DE ESCREVER UM BLOG, MAS TAMBÉM ADMITIRAM QUE COMEÇA A SER UM GÊNERO ESGOTANTE.

Por: Andrés Hax

O blog já era? Continua sendo uma novidade? Um meio que pode usurpar, complementar ou até destruir a literatura? Os blogs são um meio legítimo para que um autor amador faça chegar sua obra –ou seus diários íntimos—a um público anônimo mas potencialmente massivo? Um blog pode servir como um laboratório público de idéias íntimas que serão as sementes de um livro comum e corrente? Read the rest of this entry »

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