Vocês também acharam a música meio “apagada” no palco?
*Atualização: clique aqui para baixar o single Ulysses, com as faixas New Kind of Thrill, Anyone in Love, You Never Go Out Anymore e Ulysses [Beyond the Wizard's Sleeve Reanimation] e aqui para baixar os remixes Ulysses [Beyond The Wizards Sleeve Remix], Ulysses [Mickey Moonlight Remix], Ulysses [Disco Bloodbath Remix], Ulysses [Max Tundra Remix], Feeling Kind Of Anxious [Ulysses Dub].
Li no Plantão Info (valeu a dica, Patrão) a informação de que o “O grupo de rock escocês, Franz Ferdinand, acionou a Web Sheriff, companhia de policiamento na internet, para cessar os downloads do seu novo álbum“, o decepcionante “Tonight: Franz Ferdinand” (cujo lançamento está marcado para o dia 26 de janeiro mas que já circula pela internet há uma semana). Esse posicionamente soa estranho pois, como a própria notícia indica, essa não era a postura da banda há até bem pouco tempo.
Primeiro, em entrevista concedida para a Playboy em março de 2006, o vocalista Alex Kapranos disse que gostava “da idéia de que, por causa do downloading, pessoas irão comprar canções apenas se elas forem boas. Eu acho que isso é uma coisa positiva. Isso significa que bandas preguiçosas não vão se dar bem dando pra você um single e um álbum cheio de encheção“.
Quando os sentidos se forem e nos desidratarmos de volta em minerais, tudo estará de volta no exato ponto do início e o ciclo dos elementos reiniciará, ou, como bem cantou o pessoal do Modest Mouse:
Um dia você vai morrer e de alguma forma algo vai roubar seu carbono
Um dia você vai morrer e de alguma forma algo vai roubar seu carbono
Um dia você vai morrer de alguma forma e algo vai roubar seu carbono
Um dia você vai morrer e alguém ou algo vai roubar seu carbono
Um dia algo vai morrer e de alguma forma você vai perceber como
Frequentemente você vai morrer de alguma forma e algo vai roubar seu carbono
Algo vai morrer e você irá provavelmente só roubar o carbono dele
Um dia você vai morrer e de alguma forma algo vai roubar seu carbono
Um dia alguém ou algo vai morrer e você vai roubar o carbono dele
Um dia algo vai morrer e de alguma forma você vai perceber como
Frequentemente você vai morrer de alguma forma e algo vai roubar seu carbono
Um dia você vai morrer e de alguma forma algo vai roubar seu carbono
Era uma vez, no meio dos anos 90, um clássico do (pós-)Grunge de uma banda dos EUA (que está a caminho do Brasil), que tinha um clipe excepcionalmente bacana, com um tom de agonia e mistério e uma historinha bacana, muito bem pensada e contada, com legendinha e tudo, mais ou menos assim:
Eu continuo com a opinião de que o disco novo da banda Franz Ferdinand poderia ser muito melhor.
Talvez o erro ficou por conta da escolha do Dan Carey como produtor. Sinceramente, se o lance era fazer um disco para pista, o Franz tinha cacife para trabalhar com o pessoal do MSTRKFT, James Murphy, Daft Punk, Justice, Simian Mobile Disco, Digitalism, sei lá, até o Pharel tava valendo.
Lucid Dreams, por exemplo, a parte final é boa, bacana, mas ali nos 47 seg (depois de um crescendo chatinho que poderia ser 10 seg menor) entra o “theres is no a dreaming nation of you“, de tão quebrado, parece que ficou errado, tipo quando o DJ erra na passagem de uma música pra outra. E não ficou dançante. Sério, numa pista de dança, ela soará muito lenta e arrastada, mu-i-to-de-va-gar, apesar das batidas e dos sintetizadores. Eu Read the rest of this entry »
Para apresentar seu mais recente trabalho, Rodrigo Amarante, Binki Shapiro e Frabrizio Moretti trazem o Little Joy ao Brasil, com direito a uma apresentação da banda em Brasília, em 31 de Janeiro, no Espaço Brasil Telecom, o que faz muito feliz este que aqui escreve. Legal que o anúncio foi feito meio que ontem, começou vender hoje e acho que não chega até amanhã.
One thought has me turning back a dozen point the other way
We act upon desire to each a hand for hire and patience isn’t worth the wait Read the rest of this entry »
Eu fico muito triste com o que acontece em Israel e arredores. Não é uma tristeza pessoal, nem daquelas que se sente com um filme, uma música, um quadro. É um aperto que vem da sensação de que eu faço parte da humanidade, e tem seres humanos fazendo grandiosas besteiras.
No caso de Israel contra os palestinos, além de matar os inimigos impiedosamente, jogando super mísseis em quem lança morteiros que sobraram de guerrar anteriores, e acertando muitos inocentes no meio disso tudo – além disso, repito – a postura de Israel joga no lixo a hisória dos judeus. É um desserviço à memória dos que foram sacrificados em função do preconceito.
Entre as novas faixas do novo trabalho do Franz Ferdinand, poucas faixas me chamaram a atenção de começo. Acho que por todo o disco faltou a caracterísitca básica da banda: duas ou mais músicas misturadas a cada faixa.
Desde a inicial Jacqueline, passando pela estrondosa Take Me Out e chegando às sensancionais Do You Want To e Walk Away, a fórmula infalível era dar uma guinada no ritmo, com a pegada característica dos escoceses, levando nossos ouvidos para um lugar inesperado e, daí, correr pro abraço dançante.
Dito de outra forma, as músicas ficaram muito simples. Onde eles tentaram incrementar, ficou falso, porque é só uma repetição boba, pouco criativa, de uma linha de baixo, uma batida, um riff, nada genial. Faço coro a quem tem dito que Read the rest of this entry »
No Brasil, não há a autorização legal, mas tmabém não há previsão expressa contra o casamento gay. O que há é uma previsão expressa no código civil de que o casamento ocorre entre homem e mulher, previsão esta que alguns apontam como inconstitucional, exatamente por privar os homossexuais de se unirem civilmente a fim de constituir uma família.
Bem, esse vazio legal em relação aos gays também existia e nos EUA. Em maio de 2008, a Suprema Corte da Califórnia adotou a interpretação ampliativa do direito à isonomia, entendendo que os gays tinham direito de se casar. O que os tradicionalistas preconceituosos e xaropes pensaram: vamos legislar e proibir expressamente essa possibilidade.
Em cada um dos 50 Estados Unidos há uma legislação própria. Na Califórnia, esse movimento “bacana” originou a iniciativa de emendar a constituição estadual, com a chamada Proposta 8, que meu (hiper)amigo Guilherme Senna abordou no seu blog, com indicação do hilário “Prop 8 – The Musical”, estrelado por Jack Black, e John C Reilly, entre outros. A idéia do musical era mostrar o absurdo e a perversidade dessa proposta.
Hipercrítica