Hiperfície

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Unificação de numerosas intervenções do autor na Hiperfície

Livre como em cerveja

Originalmente publicado no Varanda em 27/11/2007

freebeer bottles 2007

Não se preocupe se você não entendeu o título. É uma piada boa, se bem contextualizada. E eu vou tentar explicar.

Em inglês, a palavra free significa tanto “livre” como “grátis”. Isso gera um certo problema para o debate atual sobre a propriedade intelectual, já que ele não se limita aos países de língua inglesa.

Então, para dar mais precisão no uso do termo, criou-se a oposição entre free as in freedom (“livre como em liberdade”) e free as in beer (“grátis como em cerveja”).

A diferença conceitual é que a liberdade pode ser compartilhada, já uma cerveja não. Quer dizer, as pessoas podem dividir uma garrafa, mas o mesmo líquido ingerido por um não pode ser ingerido de novo por outra pessoa. Essa lógica, no entanto, não se aplica quando o que está sendo dividido são livros, música, filmes etc.

Tudo ia bem até que (e agora você vai entender o título), veio o povo do coletivo dinamarquês Superflex e bagunçou tudo com a FREE BEER, uma cerveja cuja receita é compartilhada abertamente, pela licença Creative Commons 2.5. É a bebida de código aberto!

acerva brewers

Brasileiros da ACERVA fazem a Free Beer 3.4

Ok, a iniciativa bagunçou em termos. Não é lá um produto que tenha revolucionado a questão das patentes, ou da propriedade intelectual, mas é uma  forma bastante irreverente de chacoalhar as coisas. Hoje a Free Beer conta com versões 3.0, por exemplo.

Para saber mais, recomendo uma visita ao recém descoberto Direto do Forno.

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A favor da hiperconversa

Toda conversa ocorre sempre indiretamente
Mesmo quando a fala rola presencialmente
Há, pelo menos, ar entre os corpos da gente

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Hi: Human Interface

post-parabéns-pra-você para meu amigo e designer rupestre Rapha Baggas

A Multitouch-Barcelona.com define a si mesma como

um grupo de projetistas de interação nascido recentemente que explora a comunicação natural entre pessoas e tecnologia. Nós projetamos experiências que mesclam o real e o digital em um ambiente criativo onde pessoas são convidadas a tocar, jogar, mover, sentir como elas fazem no mundo real.

Abaixo, segue o mais recente trabalho da trupe, indicado pelos brasileiros do Massa Cultural:

hi

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Tradução completa

Esse foi o e-mail que recebi ao terminar minha primeira tradução de legendas no dotSUB. Agora, para entrar no TED, ela depende de uma revisão, mas já rola de compartilhar.

De: dotSUB <noreply ARROBA dotsub.com>
Enviadas: Sexta-feira, 22 de Maio de 2009 9:27:00
Assunto: Translation Complete: Yochai Benkler on the new open-source economics in Portuguese (Brazil)

Dear Paulo Santarém,

Congratulations on finishing the Portuguese (Brazil) translation of “Yochai Benkler on the new open-source economics”!

Now that you’re done, another translator must review it before it Read the rest of this entry »

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Yochai Benkler fala sobre a nova economia de código aberto

Clique na imagem para abrir o vídeo

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Com muita empolgação, compartilho o vídeo (coincidentemente recomendado pelos juristas estudiosos da economia do blog Direito – Economia – Sociedade) em que Professor de Harvard Yochai Benkler argumenta como projetos colaborativos (Wikipédia, Linux, P2P) representam o próximo estágio da organização humana.

Bem, selecionei dois trechos sublimes, que certamente serão citados na minha dissertação:

Se em 1999 eu lhes dissesse, vamos construir um sistema de armazenamento de dados e recuperação. Ele tem que armazenar terabytes. Ele tem que estar disponível 24 horas por dia, sete dias por semana. Ele tem que estar disponível de qualquer lugar do mundo. Ele tem que suportar mais de 100.000.000 usuários a qualquer dado momento. Ele tem que ser robusto contra ataques, incluindo fechamento a página principal, injeção de arquivos maliciosos, acesso armado a alguns nós principais. Você diria que isso levaria anos. Poderia levar milhões. Mas é claro, o que estou descrevendo é o compartilhamento de arquivos P2P. (…)

Lembrem, dinheiro não é sempre o melhor motivador. Se você deixa um cheque de 50 dólares depois de jantar com os amigos, você não aumenta a probabilidade de ser convidado de volta. E se o jantar não for inteiramente óbvio, pense em sexo.

Duas observações finais. Primeiro, as legendas em português brasileiro eu mesmo traduzi via dotSUB. Foi enorme a satisfação de cumprir uma tarefa voluntária em contato com uma teoria que descreve exatamente o frutífero mundo das tarefas voluntárias. Uma verdadeira autopoiése, uma “confirmação” performativa. Falo mais sobre isso em outro momento.

Segundo, foi bastante frustrante não conseguir incorporar o vídeo ao blog no wordpress, o que foi bastante facil no facebook.

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É crime ou não é?

Antes de se querer condenar alguém, é preciso entender como funciona a tecnologia do [The Pirate Bay], o que poucos conhecem: eles simplesmente propiciam a busca de torrents (protocolos de arquivos) na internet. O conteúdo, que pode estar ou não, protegido por direitos autorais está localizado no computador dos usuários da Internet, e não num provedor ou em qualquer outro lugar disponibilizado pelo TPB. Eles não disponibilizam nada, nenhum conteúdo: apenas têm uma ferramenta de busca, assim como o Google ou o Yahoo. Quem busca uma palavra na internet vai encontrar vários links no Google que levam àquela palavra: esses links não são do Google e não estão hospedados no Google. A mesma coisa ocorre para quem busca um arquivo em torrent no TPB: esses arquivos não são do TPB, tampouco são hospedados por eles. É apenas um sistema de busca.

São palavras do Professor Pedro Paranaguá, do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, em entrevista a Guilherme Neves publicada no caderno de tecnologia do ClickRBS.

A questão que pretendo abordar em minha dissertação de mestrado (e que está de certa forma nas perguntas seguintes formuladas pelo jornalista) é: tanto os responsáveis pelo sistema como os seus usuários, todo mundo que compartilha arquivos pela Internet pode ser considerado criminoso? No sistema legal brasileiro, assim como em Read the rest of this entry »

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Vovô Garoto

Sábado – 16 de maio – Caetano Veloso

vovoO show se concentrou nos dois álbuns mais recentes de Caetano Veloso, e Zii e Zie, com exceção para músicas como Maria Bethânia, e uma versão de Eu sou neguinha com guitarras pesadas. A atmosfera era toda rock and roll.

Ao final de cada canção as palmas eram sempre entusiasmadas, mas a maioria do público tinha uma faixa etária que denunciava se tratarem de Read the rest of this entry »

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Sobre arquivos e aviões

trechos do livro Cultura Livre, de Lawrence Lessig

95.69 КБPor muitos anos, estudiosos se interrogaram sobre como melhor interpretar a idéia de que os direitos sobre a terra se estendiam  até o céu. Significava que você era dono das estrelas? Era possível processar gansos por suas invasões intencionais e reincidentes?

Então chegaram os aviões e pela primeira vez esse princípio da lei americana – profundamente arraigado na nossa tradição e reconhecido pelos mais importantes pensadores jurídicos do passado – tinha importância. Se minha terra vai até o céu, o que acontece quando os aviões da United voam sobre meu campo? Eu tenho o direito de bani-los da minha propriedade? Eu poderia fazer um acordo de exclusividade com a Delta Airlines? Poderíamos fazer um leilão e determinar quanto esses direitos valem?

Em 1945, essas perguntas se transformaram em um caso federal. Read the rest of this entry »

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C_MP_RT_LH_NDO

Album Virtual, Móveis Coloniais de Acaju C_MPL_TE

Já baixou seu álbum do Móveis Coloniais de Acaju?

Já avisou a alguém que rola de baixar o disco novo do móveis sem pagar nada?

O quê, você ainda nem ouviu o disco novo do móveis?!

Pelo preço de um cadastro e uma propaganda de carro, baixe agora mesmo o disco C_mpl_te!

Baixe o disco Complete, do Móveis Coloniais de Acaju no Álbum Virtual da Trama

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Livro “O domínio público”

Recado de um amigo ultrajovem:

Pra quem se interessa por Propriedade Intelectual, Free Culture, etc, segue uma indicação de peso: The Public Domain: Enclosing the Commons of the Mind, de James Boyle.

As palavras de Lawrence Lessig sobre o livro: “Boyle tem sido o padrinho do Movimento da Cultura Livre desde que seu extraordinário livro Shamans, Software, and Spleens definiu a moldura para o campo décadas atrás (…) Nesse livro belamente escrito e sutilmente argumentado, Boyle foi bem sucedido ao redefinir essa moldura e começar o trabalho no próximo estágio desse campo. O domínio público é absolutamenteo crucial para entender onde o debate esteve e para onde ele vai. E o trabalho de Boyle’ continua a estar no centro do debate”. Read the rest of this entry »

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