Originalmente publicado no Varanda em 27/11/2007
Não se preocupe se você não entendeu o título. É uma piada boa, se bem contextualizada. E eu vou tentar explicar.
Em inglês, a palavra free significa tanto “livre” como “grátis”. Isso gera um certo problema para o debate atual sobre a propriedade intelectual, já que ele não se limita aos países de língua inglesa.
Então, para dar mais precisão no uso do termo, criou-se a oposição entre free as in freedom (“livre como em liberdade”) e free as in beer (“grátis como em cerveja”).
A diferença conceitual é que a liberdade pode ser compartilhada, já uma cerveja não. Quer dizer, as pessoas podem dividir uma garrafa, mas o mesmo líquido ingerido por um não pode ser ingerido de novo por outra pessoa. Essa lógica, no entanto, não se aplica quando o que está sendo dividido são livros, música, filmes etc.
Tudo ia bem até que (e agora você vai entender o título), veio o povo do coletivo dinamarquês Superflex e bagunçou tudo com a FREE BEER, uma cerveja cuja receita é compartilhada abertamente, pela licença Creative Commons 2.5. É a bebida de código aberto!
Ok, a iniciativa bagunçou em termos. Não é lá um produto que tenha revolucionado a questão das patentes, ou da propriedade intelectual, mas é uma forma bastante irreverente de chacoalhar as coisas. Hoje a Free Beer conta com versões 3.0, por exemplo.
Para saber mais, recomendo uma visita ao recém descoberto Direto do Forno.
Arquivado como:direito, varanda , Acerva, cerveja, cultura livre, Free Beer, patente, propriedade intelectual, segredo industrial




















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