“Amiga” La Ursa, ou porque eu só irei ao Balaio

Reproduzo abaixo a nota publicada sexta, 1 de Junho de 2012 às 12:28 por Tatiana Lionço, Doutora em Psicologia pela UnB e integrante da Cia. Revolucionária Triângulo Rosa:

POR QUE NÃO FREQUENTAR O LA URSA – NOTA AOS MOVIMENTOS FEMINISTAS, LGBT E NEGRO DO DF

por Tatiana Lionço, sexta, 1 de Junho de 2012 às 12:28

Sabemos que o ativismo político é um direito, sendo a liberdade de crença e de associação garantidas pela Constituição Federal. Sabemos também que ativistas são alvos privilegiados de injúria e difamação, sendo vulneráveis à violação de sua imagem e dignidade por outrem.

Recentemente a Cia. Revolucionária Triângulo Rosa foi citada em processo judicial como atentando à moral e aos bons costumes, junto ao questionamento do ativismo político de movimentos feministas e negro. Infelizmente esta menção não foi feita por opositores políticos, mas por pessoas de nosso convívio social que são bastante despolitizadas.

Dado que tais menções se originam de administradores do La Ursa, esclareço que nós ativistas e os movimentos sociais não são bem-vindos àquela casa. Evidentemente todas as pessoas têm liberdade para optar frequentar ou não o estabelecimento, mas ao menos que fique claro que ali impera a moralidade hegemônica que domina a opinião pública no brasil, cuja tendência é a criminalização e difamação de movimentos sociais.

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34 pensamentos sobre ““Amiga” La Ursa, ou porque eu só irei ao Balaio

  1. Lero-lero, deixe de ser referendado no nome.

    Mas assim, só uma coisinha básica: o balaio foi criado em 2006 justamente com essas caracteristicas de ser um espaço que convergisse festa, comidas, movimento social, contracultura e etc. E foi criado pela atual proprietária com sua irmã.

    O referido dono do estabelecimento agora em questão se tornou socio do balaio alguns anos depois. Ou seja, ele se associou àquela concepção de empreendimento voluntariamente. Quem conhece bem a história sabe como foi.

    E agora vem dizer que um pinto num cartaz rosa era um desvio da função original? Estranho né…

    Lero lero, deixe de lero lero. Vc tá de suposições falando água em relação à história. Esse mimimi de que feminista não pode condenar atitude machista alheia por ser também uma exclusão é argumento juvenil. Pára.

    Então quer dizer que os quilombos tinham que ter senhor de engenho tbm, pq se não era exclusão né? Quer dizer que o sindicato tem que aceitar a filiação dos patrões, pq se não é panelinha. Que o mst não avança em sua pauta porque ele não faz congresso com proprietario de latifundio….. pode ficar assustado com o absurdo dos exemplos, mas o raciocínio é o mesmo.

    Enfim, em suma, opção política é algo livre que todo mundo pode assumir quando quiser. Mas se assumiu, sustenta.

  2. Sinceramente?

    O problema que enxergo nessa questão muito pouco tem a ver com a cena noturna brasiliense e seus arranca-rabos. Frequento os dois ambientes, tanto o La Ursa quanto o Balaio, e nem fazia ideia de que as duas casas eram comunhadas por dois sócios distintos.

    O que me chateia nos movimentos sociais, principalmente nos feministas, é que quanto mais se levanta a bandeira da inclusão, mais se exclui pessoas. Todos tem um direito à opinião e eu acho curioso como esses movimentos se comportam diante da opinião contrária. Uma pessoa não ser feminista, não fazer militância, não significa que ela não enxergue os problemas enfrentados pelas mulheres, ou que se finja de cega diante deles. Vejam bem, uma pessoa dizer que não é feminista não a torna automaticamente machista, fascista, “reaça” e/ou todos esses termos que vemos circular por aí de forma bem pueril e ignorante. Enquanto os movimentos feministas (e outros) falam da autonomia para se fazer escolhas, muito condenam também a escolha de algumas pessoas que optam por não militar, não levantar bandeira etc. Sim, os grupos feministas excluem pessoas que não são anticapitalistas, que não concordam com políticas de assistencialismo, que não militam etc.

    Eu, particularmente, acredito no bom senso e na razoabilidade. Associar um estabelecimento comercial à uma causa é infeliz quando esse movimento “de inclusão” mais exclui do que qualquer outra coisa. Sinto-me mais confortável no La Ursa porque sinto que essa “panelinha feminista” é mais diluída e o público é mais diverso. Não tenho problema algum em frequentar um espaço frequentado por diversos pensamentos, crenças e ideologias, desde que todos se respeitem e sejam tolerantes às particularidades do próximo. O posicionamento da Cia. Revolucionária Triângulo Rosa aponta claramente essa atitude de exclusão daqueles que não concordam com sua cartilha.

      • Olá, Paulo.

        Estabelecimentos comerciais adquirem identidade própria com o passar do seu tempo no mercado, é um processo orgânico. Apenas acho infeliz quando esse movimento se demonstra exclusório. Ou, se o problema não for dos movimentos, embora eu tenha observado esse levante em outras cidades, das pessoas que aqui tem militado por ele.

        • A questão é o ataque entre os sócios, usando o vínculo de um deles com o movimento como fator de descrédito, como se ser ativista fosse prova de algo ruim. A declaração foi feita em um processo judicial.
          Acho que você está analisando como se fosse uma postura prática do ativismo, mas o que houve foi uma nota do movimento se posicionando em reação a um discurso de intolerância.

          • Se o autor do processo diz que essa galera “fere a moral e os bons costumes” e essa é a ração que a Cia. Revolucionária Triângulo Rosa, maior representante dos movimentos feministas na cidade, fica clara a demonstração do quão despraparada está para lidar com opiniões divergentes.

            No âmbito judicial, essa questão é irrelevante. Como alguns já citaram aqui, é “briga de comadre”. Vai ser feito o que deve ser feito e ponto, sociedade desfeita, cada um com o que lhe pertence.

            Agora, a postagem do texto (paupérrimo, inclusive) da Tatiana abordando a questão de ativismos políticos levanta o debate sobre o tema, obviamente relacionado aos negócios citados.

            Enfim, não vou deixar de frequentar lugares agradáveis em decorrência de brigas que não me convêm. Brasília não oferece muito mais do que isso, né?

          • Bom, eu não vou lá há um ano e meio. Não faz falta.
            E acho que perderia mais mantendo o contato, inclusive considerando o ataque pessoal gratuito feito pelo dono do La Ursa aqui nos comentários. E a sociedade já foi desfeita.

  3. Vou repetir aqui o que eu coloquei no facebook: Gente, basta olharem os cartazes que hoje circulam no la ursa. São cartazes que também utilizam uma estética divergente, contracultural e provocativa, picante (e em alguns casos bastante misogina tbm). Enfim, olhem lá, e vejam se essa argumentação se sustenta. No mais, tem sentido querer retirar a sociedade com alguém por causa de um pinto em um cartaz rosa? Você faria isso?

    Olhem alguns links de cartazes: http://laursa.com/wp-content/uploads/2013/10/1381184_587927821267356_329442055_n.jpg | http://laursa.com/wp-content/uploads/2013/10/1240241_575779815815490_5550695_n.jpg | http://laursa.com/wp-content/uploads/2013/10/1375082_10201369134523862_64396216_n.jpg | http://laursa.com/wp-content/uploads/2013/10/1385472_588702057856599_459341326_n.jpg | http://laursa.com/wp-content/uploads/2013/09/45025_146657438877683_1538410412_n.jpg

    Esses cartazes não tem nada de muito diferente no que diz respeito a vincular um estabelecimento de alimentação a estéticas divergentes.

    A nota é um texto sucinto pra levantar o debate. Os comentários amplificaram e aprofundaram o tema, de forma que acho estranho alguém reclamar que um texto de provocação não serviu pra explicar todo o ocorrido, quando os comentários deram bastante o tom da história.

    O tom de alguns comentários foram meio babaquinhas mesmo, concordo com meu irmão rená. E já que tá assim… se me permitem a provocação, acuso: quem tá dizendo que não entende a história é porque não quer se posicionar. ROR ROR ROR ROR ROR ;)

  4. Rená, na boa, o texto está um pouco confuso mesmo (tipo não entendi o que estava acontecendo ou aconteceu só com o texto) lendo os comentários tive uma noção sim. Pelo que pude entender no processo ele (um dos sócios) está argumentando em seu favor quem em uma dada situação a utilização do estabelecimento atentou a moral e bons costumes (conceitos extremamente subjetivo e abstratos que se pode entender o que quiser, nos anos 50 seria um mero beijo na boca em via pública, ou a proibição do uso de biquínis). Desconheço a situação em si, mas ressalto que este conceito extremamente subjetivo pode ser utilizado de qualquer forma, afinal o que é moral para um, não pode ser moral outro, ou o que é imoral ou amoral? Nunca teremos um consenso, mesma coisa para bons costumes….. Só para apimentar a discussão. Agora a postura de um proprietário de convidar que não frequentem seu estabelecimento é sim ilegal ou atende a todos, ou não atende ninguém. A discriminação é sim ilegal e falar que você não será bem vindo e que ele está no caminho certo, isso, para ser educada, é totalmente deselegante. Conheço o Balaio, já fui várias vezes, não conheço esse La Ursa e por essa postura deselegante e ilegal do proprietário, pode ter certeza que nunca irei lá.

  5. Que fique claro que eu tambem almoçava lá constantemente ( é perto do meu local de trabalho) e não só não vou mais como avisarei as pessoas tão passionais quanto o autor deste texto que nós não *queremos* ir lá.

  6. O que me parece é que o cara do La Ursa náo fez seu dever de casa e não investigou a fundo as características do negocio e dos sócios que ele estava acordando, e agora quer desfazer a sociedade alegando essas coisas de moral para justificar o fim do afectio societatis.

    Enfim, não sei se é preconceito puro ou a desculpa que colava pra desfazer a sociedade.

  7. Parece briga de comadre, se não vai mais no lugar, segue seu caminho e procure um local que te agrade. Ridículo é uma pessoa se prestar o favor de criar um post p/ queimar outros… tem quanto anos mesmo??

    • Se você acha ridículo eu escrever um post, o que eu devo achar de você se dar ao trabalho de comentar esse post?
      Estou exercendo minha liberdade de escrever sobre a minha convicção. Se você acha tão ruim assim, porque não “segue seu caminho e procure um texto que te agrade”?
      Tenho idade o suficiente para lavar minha própria louça, mas se você quiser, aceito favores domiciliares, e acho mais agradável do que esse tipo de manifestação babaca.

  8. Paulete, estou viajando no assunto e não conheço os detalhes da história e do que há no processo judicial. Portanto, não leve tão a sério minha opinião, esta que não inclui posicionamentos referentes a movimentos sociais e suas bandeiras!

    Porém concordo com o proprietário no ponto de vista comercial: digamos que um penis de borracha não seja a melhor das propagandas para um estabelecimento comercial. E retirar este “membro” da parede me parece razoável.

    Não concordo que seja moralidade… só não acho razoável este tipo de adereço em um restaurante/café frequentado por todo tipo de público (crianças, idosos etc.), estes que podem se sentir desconfortáveis em almoçar vendo uma piroca na parede. rs

    No mais, não sei de nada, então não tenho como opinar!

    • Tiago, o ponto é que sua opinião faz sentido mesmo só em tese. No concreto, o Balaio é um lugar com uma identidade. Ali, como disse brilhantemente a Isabella, há todo um ambiente fundamentalmente a favor do convívio respeitoso com a diferença. Aliás, a começar pelo nome.
      Sem falar que mesmo um asilo ou uma creche são capazes de lidar com símbolos sexuais se o estabelecimento for capaz de abordar a questão de uma forma adequada, não preconceituosa e moralista. Claro, é muito mais fácil adotar a postura covarde de atacar a idoneidade de que é ativista nessas questões. Mas o mundo se torna um lugar melhor quando as pessoas encaram os desafios e enfrentam os problemas. O Balaio tem tido essa preocupação, por exemplo, no apoio à Marcha das Vadias. Acho que assumir um papel social é bem mais digno do que só ganhar dinheiro com uma imagem vazia de estabelecimento moderninho.
      Ninguém é obrigado a gostar, mas para quem conhece minimamente a história do lugar, na boa, fica claro que não é válido apontar isso como um fator de demérito, como um defeito ou ainda um desvio de sua atividade-fim.

      • Esse balacobaco é resultado de um pênis de borracha? Que ano é hoje?

        Não conheço o La Ursa e não ligo muito para mimimi de donos de estabelecimentos, sempre fica parecendo ataque de pelanca. Tendo dito isso, frequento o Balaio faz bastante tempo e 90% das vezes que vou, levo meu filho de 4 anos. Não vejo no que seria loucura uma criança ver um pênis cor-de-rosa. E ainda tô para conhecer um idoso que se choca com um pênis. Acho que eles são grandinhos, sabem o que é.

        Quanto moralismo, pelamor.

  9. Conheço o Balaio desde que foi aberto, conheço a Ju desde antes ainda e admiro e apoio a proposta do Balaio e da Ju, que nunca se limitou a ser apenas um estabelecimento com fins comerciais. Esse sempre foi o ingrediente com maior poder em agregar pessoas/causas/afetos. Absolutamente diferente do critério comum dos outros tantos estabelecimentos que se ocupam apenas em criar ambientes aleatórios para pessoas aleatórias. O Balaio não possui apenas uma temática estética, é fundamentado em relações de respeito, confiança e afeto. Me admira muito os citados acima se proporem a uma parceria em um ambiente que já possui essa proposta, que já era inclusive admirado e bem frequentado por isso, querer descaracterizá-lo. Ingenuidade ou pura malandragem mesmo! Não preciso conhecer mais os citados acima. O que sei já me dá informações suficiente, do quão mal sucedidos são pessoas que precisam se apropriar de ideias genuínas de outras pessoas, perseguir e fazer pressão emocional (vários episódios aconteceram que nem são elegantes citar), se ocupar em querer sujar com a imagem de uma pessoa que com seu próprio mérito já construiu um legado, não só na noite de Brasilia, na militância, mas nos afetos de tod@s nós! Ju, tô contigo e não abro.

  10. “Usei como exemplo do distanciamento da utilização do espaço de sua atividade-fim (alimentação e realização de atividades artísticas) um cartaz da cia. Triângulo Rosa com um pênis de borracha cor-de-rosa anunciando um encontro do grupo, precedido de “Balaio Café orgulhosamente apresenta.”

    Pênis de borracha cor-de-rosa <3 *_*

    Agora fiquei mais fã da Cia. e do Balaio.

  11. Prezado Paulo Rená;

    Fico feliz em saber que você não contarei com sua ilustre presença na La Ursa, quer dizer que estamos no caminho certo.

    Para pontuar o que foi colocado no texto acima, vale contextualizar o ocorrido em relação à ação judicial a que se refere o texto.

    Tratava-se de um dissolução societária litigiosa, tramitando na Vara de Falências, Recuperações Judiciais, Insolvência Civil e Litígios Empresariais do Distrito Federal, que é para onde vão casos em que não é possível fazer uma separação consensual envolvendo uma pessoa jurídica, como no caso do rompimento da minha sociedade empresarial com a proprietária do outro estabelecimento ao qual você se refere no título do texto. Se você tiver interesse em ouvir minha versão (e ver minhas provas), antes de difundir informações inverídicas e distorcidas a meu respeito e a respeito da minha empresa, posso explicar-lhe os pormenores pessoalmente,

    Na empresa cada sócio possuía 50% das cotas de um café/restaurante, e não de um diretório político ou coisa similar. Usei como exemplo do distanciamento da utilização do espaço de sua atividade-fim (alimentação e realização de atividades artísticas) um cartaz da cia. Triângulo Rosa com um pênis de borracha cor-de-rosa anunciando um encontro do grupo, precedido de “Balaio Café orgulhosamente apresenta”.

    Em nenhum momento, à época tão dono do espaço quanto ela, fui consultado sobre isso. Acredito que qualquer outro empresário com suas faculdades mentais em ordem, no meu lugar, também não usaria um pênis de borracha cor de rosa para anunciar um evento em seu café ou restaurante. Eu, pelo menos, como DONO de metade da empresa, não usaria.

    Em nenhum momento “persegui” o “ativismo político” a que essas “vítimas do sistema e da sociedade patriarcal” se referem.

    Tenho outras prioridades, como pagar o salário dos meus funcionários, por exemplo.

    Passar bem.

    Helder Aragão

  12. Realmente, nota extremamente parcial. Não é característica de quem tem boa fé divulgar informações tão parciais e carentes de fontes e informações tão detalhadas. A única coisa que está claro é que o autor está convocando determinados grupos (negros, gays, feministas) para boicotarem o estabelecimento. O único argumento claro é a identificação de grupo. Meramente passional.

    • A nota é parcial porque é uma manifestação de uma das partes da questão. Não é julgamento, é uma visão, de um dos lados, no qual eu acredito. Discorde, concorde, ignore, fique à vontade.
      Mas em vez de me acusar indiretamente de má-fé, você poderia perguntar o que acha que ficou faltando. Mas mesmo eu escrevendo duas vezes o nome da autora, você – tão acima do “meramente passional” – não conseguiu perceber que se trata de uma mulher.

      • Paulo, eu nem sei se foi você ou foi Jesus que escreveu este post. Por isso eu usei o autor, pra tentar não puxar a conversa para uma imaturidade de falar “você”, “eu”, etc. Até porque tenho ~certa~ simpatia pelo Triangulo Rosa. Estou acusando o autor – seja ele quem for -, de imaturo, irresponsável e amador. Se você quer mesmo denunciar alguém, se você quer clamar por que te apoiem em uma injustiça, ou você escreve um texto decente, com princípio, meio e fim, com fontes e histórias ou não envolva lutas sérias em brigas particulares.

        Contudo, essa simpatia pelo Triangulo Rosa é muito, muito limitada. É de uma imbecilidade infinita um grupo que se propõe séreo apoiar e fazer propaganda de um lugar como o Balaio Café, que, hoje mesmo, quando passei por lá, tinha ISOLADO UM PEDAÇO DE UM ESPAÇO PÚBLICO COM UM TECIDO AZUL pra fazer sua festinha privada. A menos que o Triângulo Rosa só tenha como pauta o direito a gastar o Dinheiro Rosa e não uma política mais séria, libertária e crítica. Associar um movimento à um estabelecimento comercial é coisa desonesta exponenciada ao infinito. Você tem toda a ~liberdade de expressar o que quiser, sua opnião~. Mas se ela for pública, você também está oferecendo a liberdade de ser criticado. E é lámentável ter que explicar algo tão elementar…

        • E que fique bem claro, também, que acho igualmente ridículo o La Ursa também fazer uso privado de um espaço que NÃO É SEU. Daí UM DOS questionamentos sobre a seriedade desta publicação mal-escrita.

  13. olha, juro que não entendi. quem é essa “Cia. Revolucionária Triângulo Rosa “? Na frase que eles escrevem: “Recentemente a Cia. Revolucionária Triângulo Rosa foi citada em processo judicial como atentando à moral e aos bons costumes, junto ao questionamento do ativismo político de movimentos feministas e negro. “, “junto ao” não quer dizer nada. Quer dizer, foram indiciados a cia revolucionária junto ao ativismo político? (o que não faz sentido); quem indiciou o fez “junto ao” ativismo político? É claro que o que a pessoa quis dizer, na verdade eu imagino que seja “a cia revolucionária foi citada em processo judicial POR CAUSA de ativismo político” – daí pedindo uma conjunção causal. Mesmo assim, três parágrafos e pouca informação. Por que a cia. revolucionária — quem são? o que fazem? — foi indiciada pelo La Ursa? E foi mesmo pelo La Ursa, pessoa jurídica, ou por X pessoas físicas responsáveis pelo estabelecimento? (Não quero defender o La Ursa, só quero entender o motivo por que eu não vou mais lá).

    • Raquel, gramática à parte (achei a conjugação “são” mal empregada, por exemplo), basicamente Balaio e La Ursa eram dos mesmos sócios. Houve uma separação das empresas, e nesse contexto da disputa judicial veio a acusação de atentado à moral e aos bons costumes. Mas há mais detalhes.
      Vou inserir um link que explique o que é a Triângulo Rosa. Para entender o que é a Triangulo Rosa, não sendo suficiente indicar o link do blog, reproduzo um post:

      A Cia. Revolucionária Triângulo Rosa é um coletivo de pessoas que:

      – apostam mas são críticas à morosidade do avanço das políticas públicas;
      – são imediatistas e acreditam que a negociação e o consenso nem sempre são medidas razoáveis;
      – respeitam mas não conseguem se ver representados na sigla e pelo movimento LGBT;
      – que sentem na pele a opressão relacionada à sua vida sexual ou à sua apresentação social da feminilidade e/ou masculinidade;

      E ainda, um coletivo de seres humanos cujos interesses convergem par

      a) Uma sociedade mais justa, solidária e igualitária
      b) Politização da comunidade sexodiversa
      c) Retomada do protagonismo de movimentos auto-organizados pela luta dos direitos civis
      d) Superação dos rótulos (homo, bi, trans, hetero) e valorização de apenas um: ser humano
      e) Direito à livre expressão e afirmação da sexualidade
      f) Formação de cidadãos sexodiversos
      g) Uma sociedade menos machista e/ou heteronormativa
      h) A defesa da laicidade do Estado Brasileiro
      i) Respeito pelas diferenças
      j) Defesa dos Direitos Humanos
      k) Criação de receptividade para os sexodiversos
      l) Combate aos falsos moralismos e hipocrisia
      m) Reconhecimento das unidades familiares não patriarcais
      n) Igualdade jurídica independente de sexo, gênero ou orientação sexual
      o) Implementação de instrumentos jurídicos e educativos de combate a homofobia
      p) Apoio a outras causas sociais não relacionadas aos temas sexodiversos.

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