Hiperfície

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Unificação de numerosas intervenções do autor na Hiperfície

Dever de casa

- Menino, porque tanta cor nesse monitor?

- Errei no ditado, vovô Jorge.

- Como é?!

- A professora [abre a janela de conversação do msn e escreve "vc tb errou o nome dessa T do Amaral?"]. Ela Passou um ditado e vetou o corretor automático do Word. Depois pediu pra gente montar aqui e mandar por e-mail essa tabela de [aceita arquivo e minimiza a janela do msn]10 linhas por 10 colunas, repetindo as palavras que eu digitei errado.

- E esse tanto de cores? Pq vc não só faz tudo vermelho e preto, como sempre?

- Ah, ela pediu  pra gente usar uma cor em cada coluna, variando os tons de mais claro para [twitta "eba, o vovô vai me ajudar no dever da escola"] mais escuro, de forma alternada. Vovô, isso aqui é laranja, né? Esse tom fica mais perto do vermelho ou do amarelo? [vê pular o aviso de que teve mais uma mention no twitter e dá um sorriso]

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Mega Não Brasília

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Já pensou alguém ser preso por destravar um celular para ele funcionar em outra operadora de telefonia? Estou falando em ser preso, cadeia mesmo. De 2  a 4 anos.

Pois o PL 84/99, entre outros absurdos, tipifica como crime “alteração de dispositivo de comunicação”.

Informe-se e venha dizer diga não a esse projeto de lei, e a tantos outro que estão tramitando com o objetivo de impor barreiras  legais às nossas liberdades de interação social construtivas, extremamente amplificadas pela tecnologia.

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Pirateando Jackson / Michael Livre

Pirateando Jackson / Michael Livre por você.

Para ver o leilão, clique na capa do EP, com assinaturas de pessoas da EFF, da Mozilla, do The Pirate Bay, entre outros

Trata-se de uma campanha para angariar dinheiro e atenção, a partir da imagem do astro Michael Jackson somada à controvérsia jurídica em torno do The Pirate Bay (veja o apoio de Peter Sunde no twitter).

Está em  leilão no Mercado Livre uma cópia de um compacto produzido no Brasil, contendo as faixas Thriller, Human Nature, Beat It e Billie Jean e autografado por pessoas centrais na luta pelo software livre e a cultura livre. O prazo para encerramente é 10 de julho, aniversário de um ano do retorno do  projeto de lei dos cibercrimes (AI-5 Digital) do Senado para a Câmara dos Deputados.

InícioFSFLA logoO dinheiro arrecadado com a venda será inteiramene doado, metade para a Fundação Software Livre e metade para a fundação do Partido Pirata do Brasil.

Somos co-responsáveis pela idéia e pela execução Rodrigo Lobo Canalli e eu, Paulo Rená da Silva Santarém.

Venha dançar e concorra a um vale-camiseta!

Leia as matérias sobre a campanha que saíram no Terra Tecnologia, no Info Plantão, na Folha Online e nos blogs Travessias, DiabaQuatro e As Simple As Dancing;  veja a banda Woohoos cantando Give In To Me e lendo poema; e acompanhe a divulgação pelo twitter.

SEXTA-FEIRA ENCERRAMOS A CAMPANHA, NA LANDSCAPE, EM BRASÍLIA: NA FESTA DISCOTECA KAMIKAZE, COM SORTEIO DE VALE-CAMISETA DA VERDURÃO

O LEILÃO ACABOU EM R$200,00. Em breve mais notícias!

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A favor da hiperconversa

Toda conversa ocorre sempre indiretamente
Mesmo quando a fala rola presencialmente
Há, pelo menos, ar entre os corpos da gente

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Hipervisão

Em 1888 George Eastman desenvolveu um filme seco flexível  que permitia a qualquer um bater uma fotografia. Sua invenção fomentou a circulação em massa das imagens, que passaram a poder serem produzidas por “qualquer um – homem, mulher ou criança -, com inteligência suficiente para apontar uma caixa e apertar um botão” (Brian Coe, The Birth of Photography, citado por Lawrence Lessig).

Obviamente, as fotos reveladas pela Kodak não se confundiam com as coisas retratadas, não tinham o cheiro, a textura ou a temperatura. Por outro lado, as fotos possibilitavam às pessoas ver lugares ou outras pessoas a qualquer hora ou lugar, independente da presença delas. As fotos produziam uma presença diferente das coisas: a presença da coisa ausente.

Loucura por loucura, ao desenvolver o filme flexível, Eastman contribuiu para a Hiperfície.

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Enrubescer

Texto originalmente publicado em Rascunho, em 19/10/2005.

corar-se, ter a pele avermelhada, evidenciando o aumento do fluxo sangüíneo, decorrente, geralmente, de uma sensação de acanhamento, pejo, vergonha, que foi exatamente o que acometeu a jovem moradora do bloco quando se viu no elevador, percorrendo o longo caminho entre o térreo e o sexto andar, ao lado do novo vizinho de porta, que, de bermuda curta e camiseta no ombro, exibia-se suado na volta da academia.

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Instituto Interdisciplinar de Estudos da Cultura

Por motivos variados, troco de estratégia e em vez de seguir com a série de posts sobre interdisciplinaridade, vou “entregar logo o ouro”:  estou apoiando a criação do Instituto Interdisciplinar de Estudos da Cultura.

Segue reprodução integral da Carta em apoio à criação do IIEC, dirigida aos membros do  CONSUNI – Conselho Universitário da UnB:

Acreditamos que o espaço universitário não pode ser uma estrutura rígida, engessada e na qual podemos apenas nos encaixar. Ele deve estar em sintonia com mudanças e demandas sociais – seja reagindo a elas, seja motivando-as. Isto se torna mais nítido nessa época de mudanças na qual gestões e formas de gestão vêm sendo questionadas pela comunidade universitária da Universidade de Brasília e por setores da população brasileira. Visamos uma universidade que – seja enquanto espaço de produção e avaliação crítica de saberes, seja enquanto espaço de mobilização social – acolha em si a abertura e a possibilidade de criação de outros espaços e espaços outros.

Partindo dessa visão de universidade; nós, estudantes de graduação e pós-graduação, professoras(es), militantes de movimentos sociais e estudantes não vinculados a universidade, acolhemos com entusiasmo a criação de um Instituto de Estudos Culturais na UnB que abrigasse cursos de pós-graduação, de graduação e programas de extensão e pós-doutoramento. Buscamos um espaço que Read the rest of this entry »

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O quê vem a ser um momento diário?

Aqui no blog Hiperfície (não confundir com o conceito), entre outras categorias eu uso a de “momento diário“. Uma hiperamiga, a Eterna Menina Shoyo, foi franca como poucos e assumiu que não entendeu o quê diabos isso quer dizer. Pois bem.

Eu identifico um momento diário quando um artigo publicado traz um conteúdo sobre quem o escreve, quando um post, por exemplo, fala de um acontecimento ou pensamento da pessoa que posta no blog.

Acho bom explicar que blogs Read the rest of this entry »

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Palavras

Poema meu, originalmente publicado em Sacada, em 15/10/2005

Conquanto as palavras sejam feitas para dizer
Nunca me foi dito, se é que se pode saber

Com quantas palavras eu poderia lhe dizer
As coisas que sinto e preciso dizer a você

Quando as palavras faltam sem mais nem porquê
Restam-me gestos perdidos, e eu fico à mercê

Procurando por palavras que não vão aparecer
Então apenas sigo sentindo o que sinto por você

Enquanto as palavras insistirem em se esconder
Sinto que será assim, meio que sem querer
Pelo meu modo de agir que deixarei transparecer
Pra ver se você descobre o que sinto por você

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A necessidade da interdisciplinaridade

Para Bernard Sorj, a interdisciplinaridade é a “utopia das ciências sociais. Essa observação tem em seu ponto cego as ciências naturais. Quero dizer que a idéia de Sorj não está errada, mas incompleta. Sua frase deixa de fora a percepção de que para todas as ciências é muito importante a busca por um conhecimento interdisciplinar, que ultrapasse as fronteiras internas do saber.

Assim, não apenas para as ciências do espírito, também para as ciências duras se impõe a necessidade de “mobilizar os diferentes recursos das várias disciplinas,” como exigência para entender a complexidade do objeto de estudo, seja ele qual for.

Para a Física, por exemplo, Einstein dedicou seus últimos anos de estudo a tentar formular a Teoria do Campo Unificado. Ironicamente, seus estudos da teoria da relatividade ajudaram a separar as teorias explicativas, em função do porte das garndezas envolvidas no objeto observado. Hoje em dia, a controversa teoria das cordas é a esperança da junção de toda a física moderna.

De qualquer forma, essa ânsia por uma unificações teóricas, por fórmulas únicas, pode ser lida como um reconhecimento de que não é suficiente uma explicação parcial dos fenômenos.

Sem mais divagações, fico com a simples conclusão de que a interdisciplinaridade é o Graal de toda a ciência; na verdade, de toda e qualquer forma de conhecimento.

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