
Já pensou alguém ser preso por destravar um celular para ele funcionar em outra operadora de telefonia? Estou falando em ser preso, cadeia mesmo. De 2 a 4 anos.
Pois o PL 84/99, entre outros absurdos, tipifica como crime “alteração de dispositivo de comunicação”.
Informe-se e venha dizer diga não a esse projeto de lei, e a tantos outro que estão tramitando com o objetivo de impor barreiras legais às nossas liberdades de interação social construtivas, extremamente amplificadas pela tecnologia.
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Para ver o leilão, clique na capa do EP, com assinaturas de pessoas da EFF, da Mozilla, do The Pirate Bay, entre outros
Trata-se de uma campanha para angariar dinheiro e atenção, a partir da imagem do astro Michael Jackson somada à controvérsia jurídica em torno do The Pirate Bay (veja o apoio de Peter Sunde no twitter).
Está em leilão no Mercado Livre uma cópia de um compacto produzido no Brasil, contendo as faixas Thriller, Human Nature, Beat It e Billie Jean e autografado por pessoas centrais na luta pelo software livre e a cultura livre. O prazo para encerramente é 10 de julho, aniversário de um ano do retorno do projeto de lei dos cibercrimes (AI-5 Digital) do Senado para a Câmara dos Deputados.

O dinheiro arrecadado com a venda será inteiramene doado, metade para a Fundação Software Livre e metade para a fundação do Partido Pirata do Brasil.
Somos co-responsáveis pela idéia e pela execução Rodrigo Lobo Canalli e eu, Paulo Rená da Silva Santarém.
Venha dançar e concorra a um vale-camiseta!
Leia as matérias sobre a campanha que saíram no Terra Tecnologia, no Info Plantão, na Folha Online e nos blogs Travessias, DiabaQuatro e As Simple As Dancing; veja a banda Woohoos cantando Give In To Me e lendo poema; e acompanhe a divulgação pelo twitter.
SEXTA-FEIRA ENCERRAMOS A CAMPANHA, NA LANDSCAPE, EM BRASÍLIA: NA FESTA DISCOTECA KAMIKAZE, COM SORTEIO DE VALE-CAMISETA DA VERDURÃO
O LEILÃO ACABOU EM R$200,00. Em breve mais notícias!
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Toda conversa ocorre sempre indiretamente
Mesmo quando a fala rola presencialmente
Há, pelo menos, ar entre os corpos da gente
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Em 1888 George Eastman desenvolveu um filme seco flexível que permitia a qualquer um bater uma fotografia. Sua invenção fomentou a circulação em massa das imagens, que passaram a poder serem produzidas por “qualquer um – homem, mulher ou criança -, com inteligência suficiente para apontar uma caixa e apertar um botão” (Brian Coe, The Birth of Photography, citado por Lawrence Lessig).
Obviamente, as fotos reveladas pela Kodak não se confundiam com as coisas retratadas, não tinham o cheiro, a textura ou a temperatura. Por outro lado, as fotos possibilitavam às pessoas ver lugares ou outras pessoas a qualquer hora ou lugar, independente da presença delas. As fotos produziam uma presença diferente das coisas: a presença da coisa ausente.
Loucura por loucura, ao desenvolver o filme flexível, Eastman contribuiu para a Hiperfície.
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8, Dezembro, 2008 • 23:44
Texto originalmente publicado em Rascunho, em 19/10/2005.
corar-se, ter a pele avermelhada, evidenciando o aumento do fluxo sangüíneo, decorrente, geralmente, de uma sensação de acanhamento, pejo, vergonha, que foi exatamente o que acometeu a jovem moradora do bloco quando se viu no elevador, percorrendo o longo caminho entre o térreo e o sexto andar, ao lado do novo vizinho de porta, que, de bermuda curta e camiseta no ombro, exibia-se suado na volta da academia.
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24, Novembro, 2008 • 23:51
Por motivos variados, troco de estratégia e em vez de seguir com a série de posts sobre interdisciplinaridade, vou “entregar logo o ouro”: estou apoiando a criação do Instituto Interdisciplinar de Estudos da Cultura.
Segue reprodução integral da Carta em apoio à criação do IIEC, dirigida aos membros do CONSUNI – Conselho Universitário da UnB:
Acreditamos que o espaço universitário não pode ser uma estrutura rígida, engessada e na qual podemos apenas nos encaixar. Ele deve estar em sintonia com mudanças e demandas sociais – seja reagindo a elas, seja motivando-as. Isto se torna mais nítido nessa época de mudanças na qual gestões e formas de gestão vêm sendo questionadas pela comunidade universitária da Universidade de Brasília e por setores da população brasileira. Visamos uma universidade que – seja enquanto espaço de produção e avaliação crítica de saberes, seja enquanto espaço de mobilização social – acolha em si a abertura e a possibilidade de criação de outros espaços e espaços outros.
Partindo dessa visão de universidade; nós, estudantes de graduação e pós-graduação, professoras(es), militantes de movimentos sociais e estudantes não vinculados a universidade, acolhemos com entusiasmo a criação de um Instituto de Estudos Culturais na UnB que abrigasse cursos de pós-graduação, de graduação e programas de extensão e pós-doutoramento. Buscamos um espaço que Read the rest of this entry »
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22, Novembro, 2008 • 19:13
17, Novembro, 2008 • 06:00
Poema meu, originalmente publicado em Sacada, em 15/10/2005
Conquanto as palavras sejam feitas para dizer
Nunca me foi dito, se é que se pode saber 
Com quantas palavras eu poderia lhe dizer
As coisas que sinto e preciso dizer a você
Quando as palavras faltam sem mais nem porquê
Restam-me gestos perdidos, e eu fico à mercê
Procurando por palavras que não vão aparecer 
Então apenas sigo sentindo o que sinto por você
Enquanto as palavras insistirem em se esconder
Sinto que será assim, meio que sem querer
Pelo meu modo de agir que deixarei transparecer
Pra ver se você descobre o que sinto por você
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16, Novembro, 2008 • 14:19
Para Bernard Sorj, a interdisciplinaridade é a “utopia das ciências sociais“. Essa observação tem em seu ponto cego as ciências naturais. Quero dizer que a idéia de Sorj não está errada, mas incompleta. Sua frase deixa de fora a percepção de que para todas as ciências é muito importante a busca por um conhecimento interdisciplinar, que ultrapasse as fronteiras internas do saber.
Assim, não apenas para as ciências do espírito, também para as ciências duras se impõe a necessidade de “mobilizar os diferentes recursos das várias disciplinas,” como exigência para entender a complexidade do objeto de estudo, seja ele qual for.
Para a Física, por exemplo, Einstein dedicou seus últimos anos de estudo a tentar formular a Teoria do Campo Unificado. Ironicamente, seus estudos da teoria da relatividade ajudaram a separar as teorias explicativas, em função do porte das garndezas envolvidas no objeto observado. Hoje em dia, a controversa teoria das cordas é a esperança da junção de toda a física moderna.
De qualquer forma, essa ânsia por uma unificações teóricas, por fórmulas únicas, pode ser lida como um reconhecimento de que não é suficiente uma explicação parcial dos fenômenos.
Sem mais divagações, fico com a simples conclusão de que a interdisciplinaridade é o Graal de toda a ciência; na verdade, de toda e qualquer forma de conhecimento.
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