Em Notas sobre a história jurídico-social de Pasárgada (SOUSA JÚNIOR, 1993, pp. 42-43), Boaventura de Sousa Santos analisa “as estruturas jurídicas internas de uma favela do Rio de Janeiro“:
A favela é um espaço territorial, cuja relativa autonomia decorre, entre outros fatores, da ilegalidade coletiva da habitação à luz do direito oficial brasileiro. Esta ilegalidade coletiva condiciona de modo estrutural o relacionamento da comunidade enquanto tal com o aparelho jurídico-político do Estado brasileiro. (…) Recorrendo a uma categoria da economia pode dizer-se que se trata de uma troca desigual de juridicidade que reflete e reproduz, a nível sócio-jurídico, as relações de desigualdade entre as classes cujos interesses se espalham num e noutro direito.
O sociólogo observa a prática social jurídica de Pasárgada, a partir da dinâmica de formação e operação das normas e instâncias decisórias, como associações de moradores. O ponto de intersecção com o direito achado na rede, entretanto, está na relação jurídica assimétrica entre as favelas e os demais espaços urbanos.
Se levarmos em consideração todas as músicas novas que dispomos para classificar até agora durante o século 21, certamente nesses últimos tempos nos concentramos muito em duas das maiores estrelas do século 20. Décadas após seus respectivos picos de popularidade, acontecimentos recentes nos lembram que nem os Beatles nem Michael Jackson afrouxaram o domínio sobre a nossa imaginação. No entanto, notei algo especial na nostalgia envolvendo as mais recentes (e provavelmente últimas) reedições do CD dos Beatles e da súbita morte de Jackson: um sentimento de resignação de que as eras em que ambas as estrelas surgiram muito provavelmente não se repetirão. Os Beatles, em 1963-64 e 1967, e Michael Jackson em 1983-4 indiscutivelmente simbolizam para a música pop o que as Copas do Mundo, as Olimpíadas e os Super Bowls nos EUA significam para os esportes, e o que os grandes sucessos comerciais de verão representam para o cinema: a capacidade de dominar a atenção de todos ao mesmo tempo.
Lembro com gosto a primeira vez em que tive medo. Hoje o aprecio tanto quanto a coragem.
Mas mesmo desfeita a ilusão de ser intocável, a inocência permaneceu, em algum lugar diferente que a neurose só alcança se encontrar um campo fértil onde possa florescer.
Dominar a droga do medo é sentir-se onipotente.
Preservar-me para mais tarde ou dar tudo de mim generosamente? É o medo de perder que drena energia, tranca o peito e desliga o coração.
Já pensou alguém ser preso por destravar um celular para ele funcionar em outra operadora de telefonia? Estou falando em ser preso, cadeia mesmo. De 2 a 4 anos.
Pois o PL 84/99, entre outros absurdos, tipifica como crime “alteração de dispositivo de comunicação”.
Informe-se e venha dizer diga não a esse projeto de lei, e a tantos outro que estão tramitando com o objetivo de impor barreiras legais às nossas liberdades de interação social construtivas, extremamente amplificadas pela tecnologia.
Programador que arrematou vinil conta que comprou o artigo porque é favor da cultura livre e diz que ainda não tem toca-discos. Dinheiro será revertido para FSF e Partido Pirata do Brasil. Leia também entrevista com os idealizadores do leilão
Agora, é hora de darmos o próximo passo. Na verdade, nosso moonwalking vai incluir uma manifestação na Praça dos 3 Poderes, a criação de um Think Tank, a formalização de um partido político e a disseminação do uso de softwares livres. Isso, entre outras coisas. Vou começar pelo e-mail que devo a um certo desembargador.
Está em leilão no Mercado Livre uma cópia de um compacto produzido no Brasil, contendo as faixas Thriller, Human Nature, Beat It e Billie Jean e autografado por pessoas centrais na luta pelo software livre e a cultura livre. O prazo para encerramente é 10 de julho, aniversário de um ano do retorno do projeto de lei dos cibercrimes (AI-5 Digital) do Senado para a Câmara dos Deputados.
tradução por Paulo Rená (com ajuda de João Silva Costa) de texto original de Ernesto, publicado em 20 de junho de 2009
Moby: A RIAA precisa ser desmantelada
A multa de dois milhões de dólares imposta a Jammie Thomas por um júri de Minnesota essa semana não fez muito bem para a imagem da indústria da música. Enquanto os advogados e gerentes de alto escalão nos principais selos estouraram o champanhe, artistas como Moby e Radiohead balançaram a cabeça de vergonha com o que o mundo da música se tornou.
No início desta semana, o caso de Jammie Thomas contra a RIAA foi a julgamento de novo perante um novo júri. Ela foi considerada culpada por compartilhar 24 canções utilizando o Kazaa e condenada a pagar US $ 80.000 por infração, as quais juntas somam um total de Read the rest of this entry »
O show se concentrou nos dois álbuns mais recentes de Caetano Veloso, Cê e Zii e Zie, com exceção para músicas como Maria Bethânia, e uma versão de Eu sou neguinha com guitarras pesadas. A atmosfera era toda rock and roll.
Ao final de cada canção as palmas eram sempre entusiasmadas, mas a maioria do público tinha uma faixa etária que denunciava se tratarem de Read the rest of this entry »
Vc já terminou ou tá twitando durante?! RT @GuiMoraesRego: "E os deuses da picaretagem levantaram felizes hj: prova objetiva \o/" 11 minutes ago
RT @DiabaQuatro: "Capa do UOL: 'Denúncia de corrupção do DF - Arruda diz ter recebido dinheiro apenas uma vez' | Ah, então tá desculpado" 22 minutes ago
"Que nos deixem viver de nosso trabalho como vive todo o mundo" http://is.gd/59fmk » como se td mundo vivesse na lógica da prop. intelectual 15 hours ago
Hipercrítica