8, Dezembro, 2008 • 23:44
Texto originalmente publicado em Rascunho, em 19/10/2005.
corar-se, ter a pele avermelhada, evidenciando o aumento do fluxo sangüíneo, decorrente, geralmente, de uma sensação de acanhamento, pejo, vergonha, que foi exatamente o que acometeu a jovem moradora do bloco quando se viu no elevador, percorrendo o longo caminho entre o térreo e o sexto andar, ao lado do novo vizinho de porta, que, de bermuda curta e camiseta no ombro, exibia-se suado na volta da academia.
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22, Novembro, 2008 • 19:13
21, Setembro, 2008 • 20:33
Originalmente publicado em Rascunho, em 23/01/2006
termo grego (encontrado no prefácio de Eduardo Francisco Alves para Dublinenses de James Joyce, Ediouro S.A., 1992) que designa a prece em que o Espírito Santo é invocado na celebração eucarística para transubstanciar o pão e o vinho em corpo e sangue de Cristo, útil como analogia para designar qualquer tentativa de extrair do panis roto do dia-a-dia algo de imperecível que satisfaça a necessidade daqueles que não querem só comida.
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17, Fevereiro, 2008 • 23:19
originalmente publicado em Rascunho, em 12 de junho de 2007
Adjetivo, que, reformulado nos anos ‘90 e ‘00, indica, entre outras coisas, o estereótipo dos integrantes e devotos de indie rock, música eletrônica downtempo e estilos musicais correlatos, frequentadoes de festas pós-festa (em inglês after-party), bem como os que seguem moda – aqui incluídas as calças baixas o suficiente para mostrar os quadris (hips, em inglês)- e demais gostos associados, não sem uma certa carga pejorativa atualmente, por conta do esvaziamento se seu valor de contracultura, mas que Read the rest of this entry »
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30, Dezembro, 2007 • 09:05
Buril seria um nome antigo, latino se não me engano, referente a céu. A superfíce de qualquer coisa bem polida brilha e reflete, permitindo ver assim o céu, como se por meio da lapidação, se trouxesse das auturas para as mãos um pedaço do anil celeste. Concluindo, ao pulir uma superfície, nela se pode ver céu. Simples, não? Nasce assim o nome da ferramenta “buril”, como sinônimo de “ferramenta para polir, lapidar, desbastar”.
Burilemo-nos!
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4, Novembro, 2007 • 18:07
Pop up [genial onomatopéia inglesa para "surgir num estalo"] é aquela janelinha que volta e meia aparece de surpresa quando se abre um site, mas que também pode designar aquele sujeito desconhecido que surge do nada para, na maior humildade, pedir dinheiro em troca de bugiganga, arte de rua não solicitada ou a diminuição de um então provocado sentimento de culpa capitalista-burguesa, criando um constrangimento palpável em quem só estava na mesa do bar tentando experimentar um momento socializante de saudável contato interpessoal presencial.
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Hipercrítica