Quanto mais me dedico a pesquisar e ler, mais tenho achado notícias, artigos, livros e sites interessantíssimos que, de uma forma ou de outra, tangenciam o tema do direito achado na rede. E a cada texto descubro novas referências, em uma espiral de informação que cresce de forma geométrica. São vários temas e várias frentes de abordagem, em uma proporção tal que minha capacidade de tradução diletante está esgotada, até porque minha dedicação ao Hiperfície não é exclusiva.
Como ensina a perspectiva da teoria dos sistemas, o mundo, por um lado, oferece mais informação do que alguém é capaz de perceber e, por outro, mais oportunidades do que alguém é capaz de realizar. Nessa complexidade, a seleção é inevitável para que se possa produzir algum sentido e ocorrer a comunicação.
Assim, a partir de hoje, quando algo me chamar a atenção, limitar-me-ei a registrar aqui de forma concisa
o título e o assunto das indicações, claro, sempre com link para a leitura no original. Eventualmente, quando me sentir especialmente inspirado, algum fato mais relevante terá uma atenção especial, com comentário mais profundos. Mas a nova estratégia será reduzir a exposição de minhas considerações para ampliar a possibilidade coleção de informações acessíveis.
Veremos como me sairei nessa nova modalidade.
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16, Novembro, 2008 • 14:19
Para Bernard Sorj, a interdisciplinaridade é a “utopia das ciências sociais“. Essa observação tem em seu ponto cego as ciências naturais. Quero dizer que a idéia de Sorj não está errada, mas incompleta. Sua frase deixa de fora a percepção de que para todas as ciências é muito importante a busca por um conhecimento interdisciplinar, que ultrapasse as fronteiras internas do saber.
Assim, não apenas para as ciências do espírito, também para as ciências duras se impõe a necessidade de “mobilizar os diferentes recursos das várias disciplinas,” como exigência para entender a complexidade do objeto de estudo, seja ele qual for.
Para a Física, por exemplo, Einstein dedicou seus últimos anos de estudo a tentar formular a Teoria do Campo Unificado. Ironicamente, seus estudos da teoria da relatividade ajudaram a separar as teorias explicativas, em função do porte das garndezas envolvidas no objeto observado. Hoje em dia, a controversa teoria das cordas é a esperança da junção de toda a física moderna.
De qualquer forma, essa ânsia por uma unificações teóricas, por fórmulas únicas, pode ser lida como um reconhecimento de que não é suficiente uma explicação parcial dos fenômenos.
Sem mais divagações, fico com a simples conclusão de que a interdisciplinaridade é o Graal de toda a ciência; na verdade, de toda e qualquer forma de conhecimento.
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11, Novembro, 2008 • 14:41
Reproduzo abaixo (com negritos meus) o genial “Nota sobre interdisciplinaridade“, que o brasileiro Bernard Sorj publicou como anexo de seu livro Democracia Inesperada, de 2004. Conheci esse texto no dia 05 de novembro de 2008, durante uma aula da pós-graduação em Direito, Estado e Constituição que faço na UnB. Já aviso que muito em breve volto a esse tema, vivido em baixa intensidade no ambiente acadêmico usual.
Este livro tem expressa consciência da necessidade e dos limites da interdisciplinaridade e, que é, de certa forma, a utopia das ciências sociais. É consensual que para entender a complexidade da vida social seja necessário mobilizar os diferentes recursos das várias disciplinas, pois cada uma delas só é capaz de refletir sobre uma dimensão, parcial, da sociedade. Contudo, quando a utópica obra interdisciplinar se concretiza, os resultados ficam quase sempre aquém das expectativas; uma espécie de bricolagem, em que as disciplinas são mobilizadas ad hoc para preencherem as lacunas de outras. No melhor dos casos, Read the rest of this entry »
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