Hiperfície

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Unificação de numerosas intervenções do autor na Hiperfície

Feliz páscoa

originalmente publicado em 17/04/2006 em Varanda

Lobo Paramilitary Christmas Special (1991) por Paxton Holley.Na onda dos chocolates desse fim de semana, uma bela indicação de humor negro: “The Lobo Paramilitary Christmas Special“, um filme feito por fãs com base na novela gráfica de 1991 que saiu no Brasil em 1998 com o nome de “Lobo Versus Papai Noel“.

Savage Chickens - BunniesMas o que o bom velhinho poderia tem a ver com a páscoa? Bom, de acordo com o sujeito de olhos vermelhos e pêlo branquinho que contrata o anti-herói imortal mais sem noção do universo para matar o Santa Claus, o vovô generoso e seu trenó voador são responsáveis por a páscoa ser um feriado menor, se comparado com a infinidade de presentes distribuídos no natal Read the rest of this entry »

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Descoberta cacarejante

Uma excelente descoberta: Savage Chickens. São tiras feitas em post-its para manter a sanidade do autor. Um tipo de malvados, mas que me lembra muito do humor da Menina Choyo.

Savage Chickens - Decisions

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Drama e comédia no mesmo enredo

título do conto por Diego Cedro, participações de Pedro Lauro, como Patrão, e Nathalia Rodrigues, como namorada do Patrão

Era uma vez, no meio da tarde, um certo Patrão, recém residindo na capital federal, telefona, do aparelho de sua namorada, para o amigo servidor público e o sugere uma ida ao cinema para aproveitar a promoção de segunda-feira e ver o mais novo filme de herói em cartaz. O amigo hesita, afinal tinha outra proposta de entretenimento noturno, mas aceita, afinal.

Faltando 5 minutos para começar a sessão, o amigo conta 15 minutos de espera agoniante Read the rest of this entry »

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Em tempo…

originalmente publicado em Rascunho, em 24 de outubro de 2004

The Simpsons Series 13 Playmates Action Figure Dr. Stephen Hawkingscaled.70Stephen%20Hawking.jpgQuando terminei o texto, hesitei em publicar. Reli e achei que o pretenso humor talvez não compensasse o que ele tinha de insensível, quase maléfico, sem coração, desconsiderando e pisoteando valores morais da sociedade, estraçalhando com o respeito ao próximo. Admiti, por exemplo, que, se fosse católico, caberia como castigo a ordem de rezar uma quinhentas ave-marias pra não ir pro inferno.

Mas não demorou e fui alertado pela menina shoyo de que o que eu imaginara como uma extrema filhadaputagem capitalista já tinha sido posta  em prática e à venda havia algum tempo. Quanto inocência a minha, afinal, imaginar limites para a indústria de brinquedos infantis.

Sinceramente, nada mais me choca. Daqui a pouco a grow, a estrela, sei lá quem, vai querer lançar uma miniatura articulada de um “bebê anencéfalo“, acompanhado de um pequeno acórdão do STF e tudo o mais!

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Casca de noz e criptonita

originalmente publicado em Rascunho, em 19 de outubro de 2004

- Homens, pensemos nisso como uma homenagem sincera. Uma forma de construir a imagem de um verdadeiro herói. Não estaríamos fazendo outra coisa senão reconhecendo o valor de um sujeito e tranformndo-o em um notório exemplo a ser seguido. Se estaríamos sendo desumanos? Penso sinceramente que não. Usaríamos claramente suas limitações como prova viva de que a humanidade pode ir além e driblar a seleção natural. Com uma adequada estratégia de marketing, mais que ser conhecida, sua história de vida passaria a servir de farol para as pessoas do mundo inteiro. Sem falar na decorrente habitualização cultural ao diferente, àquele que não é igual, ao outro, e isso tudo de uma forma bem sutil. Ademais, qual é a conseqüência de nosso trabalho se não a construção subliminar de referências de comportamento no inconsciente  das crianças.

- Olha, com todo o respeito, você apresenta bem seus argumentos, defende bem suas tese e foi um belo discurso. Mas não adianta insistir: esta empresa não vai gastar tempo nem dinheiro na produção de uma “Barbie – Stephen Hawking que mexe o dedinho”!

- Mas nem no “Ken – Christopher Reeve“?!

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Imagine your pain as a white ball

originalmente publicado em Rascunho, em 04 de fevereiro de 2006

Estacionamento, ligeiro incômodo, COF. O susto lhe dispara o raciocínio rápido.

Ele, minutos antes, dirigindo. A cápsula, esquecida dentro do carro, intacta. Relógio, 18:37, atraso de duas horas e trinta e sete minutos. Lembranças do então recente ensino médio. Biologia: bactérias não devidamente aniquiladas, sobreviventes mais fortes. Era obrigatório engolir o remédio ali mesmo, a seco. Boca aberta, faz mira, “gulp”, foi. Gol, tá lá dentro.

Fim do flashback. As duas bolas de fumaça branca expelidas narinas afora naquele pequeno tossir agora faziam sentido. E o gosto horrível… era o antibiótico. Merda.

Dinheiro no bolso, pressa. Cantina da faculdade. Água cara, chocolate caro, idéia idiota.

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A magia do vestido

*texto completamente baseado na teoria de Lauro Montana

pty- Você viu?

- Vi o quê, vovô? A menina do vestido?

- Sim. Mais exatamente o sorriso dela. O curioso sorriso que ela deu quando aquele outro ali a cumprimentou.

- Que tem o sorriso, vovô Jorge? Achei que o senhor estava falando da calcinha dela. Tá vendo como é peque…

- As duas coisas estão ligadas, prestenção.

- A calcinha e o sorriso, vovô?

- Ele, na hora de dar o oi, deslizou rapidamente a mão direita pela cintura dela, num movimento que ia fraterno, sem dolo, até que ele sentiu a espessura da calcinha dela na cintura. Não foi mais do que um segundo, mas nesses milésimos ele percebeu que ela estava como essa calcinha fina, pequena e daquelas que qualquer um arrancaria com denteos dentes… e quando deu o segundo dois após a constatação ela olhou pra ele, incisivamente, porque ela notou que você, assim como ela, sabe que ela está usando uma calcinha fina. Sem censura, ela deu o sorriso furtivo, tão rápido quanto um piscar de seus olhos.

- Eu achei que o sorriso fosse apenas pela amistosidade do cumprimento…

- Não, ela sorriu porque ele percebeu.

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Erros de gravação do Bin Laden

Afie seu inglês e ria de-com-força com os erros de gravação de um antigo vídeo de Bin Laden, datado de 2005, conforme o relato da família Griffin.

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O bom humor contra o mal

No Brasil, não há a autorização legal, mas tmabém não há previsão expressa contra o casamento gay. O que há é uma previsão expressa no código civil de que o casamento ocorre entre homem e mulher, previsão esta que alguns apontam como inconstitucional, exatamente por privar os homossexuais de se unirem civilmente a fim de constituir uma família.

Bem, esse vazio legal em relação aos gays também existia e nos EUA. Em maio de 2008, a Suprema Corte da Califórnia adotou a interpretação ampliativa do direito à isonomia, entendendo que os gays tinham direito de se casar. O que os tradicionalistas preconceituosos e xaropes pensaram: vamos legislar e proibir expressamente essa possibilidade.

gaysEm cada um dos 50 Estados Unidos há uma legislação própria. Na Califórnia, esse movimento “bacana” originou a  iniciativa de emendar a constituição estadual, com a chamada Proposta 8, que meu (hiper)amigo Guilherme Senna abordou no seu blog, com indicação do hilário “Prop 8 – The Musical”, estrelado por Jack Black, e John C Reilly, entre outros. A idéia do musical era mostrar o absurdo e a perversidade dessa proposta.

http://www.helyn.com/images/Lesbian%20wedding%20cake%20topper.JPGPesquisei um pouco e descobri que Read the rest of this entry »

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Friaca

originalmente publicado em Rascunho, em 19 de agosto de 2004

showerMas isso não é água, são cubos de gelo!” ouviu-se dele, ao mesmo tempo em que batia os dentes, cansado, ao fim de mais um de tantos dias daquela caminhada, a qual começara sem destino e finalmente o levara a alguma cidade minimamente povoada, apenas o bastante para oferecer-lhe aquela maldita pocilga chamada “Hotel Local”,  cuja falta das letras “H”, “e” e “c” no painel frontal indicava qual seria a qualidade dos cuidado que a ele poderiam ser proporcionados no estabelecimento, do qual agora – quando os termômetros sujos anotavam a mais baixa temperatura que já lhe arrepiara a pele – percebia a falha nos sistemas de aquecimento e hidráulico, prestando-lhe em conjunto a imensa frustação (digna de incontáveis palavrões) à sua pretensão de tomar o banho relaxante de que tanto precisava.

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