IRONIA

poema originalmente publicado em Rascunho, em 11 de maio de 2005

Deixada, odiou-lhe tanto, sentiu-se tão traída, tão ultrajada, tão subvalorizada em seu amor que passou a menosprezar em abstrato a própria idéia do sentimento, a possibilidade de uma relação de verdadeira entrega.

Entregou-se deliberada e despudoradamente a homens que a satisfizeram mais do que ele jamais conseguira. Sentiu o prazer, e o sentia potencializado, tendo na mente que, cama a cama, desfazia-se progressivamente no seu coração a lembrança daquele passado injusto de entrega sem o devido retorno.

Até o dia em que o reencontrou, olhou-lhe os olhos e percebeu que ele nunca deixara de amá-la. E, lembrando da forma como a vingança lha envenenara a vida, chorou de remorso, por ter destruído em si mesma o sentimento mais lindo que já sentira. Sentenciou, enfim, que ela, e ninguém mais, era a culpada pelo fim do amor entre eles.

Um pensamento sobre “IRONIA

  1. Oi Paulo!

    Nossa, babei nas fotos, pude até sentir a emoção de estar aí! E o frio tbm…rs.
    Sua namorada é muito linda, assim que estiverem por aqui, venha dar uma volta com ela em Sampa!

    Bjos!

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