A nadar – Dois – Pássaros

Trecho de artigo em produção para a disciplina
Linguagem e Argumentação Jurídica, do curso de
Pós-Graduação em Direito, Estado e Constituição
na Faculdade de Direito na Universidade de Brasília

(…) Essa reflexividade extrema, da autocrítica, tem ricos exemplos em outras formas de comunicação, não apenas nas ciências, que enfrentam a dificuldade contemporânea de se assumir como representação. Essa angústia está presente no livro, de 1939, At swim – Twos – Birds (A nadar – Dois – Pássaros), do irlandês Brian O’Nolan (escrito sob o pseudônimo de Flann O’Brien). Um amálgama de lendas irlandesas, que traz a história de um estudante irlandês de literatura inominado que, incomodado com a necessidade de um começo e um fim únicos para uma história, elabora três narrativas interconectadas. Nesse feixe, o estudante escreve sobre o jovem John Furriskey, um personagem que se descobre uma criação do crítico de literatura Dermot Trellis, nada menos que outro personagem criado pelo estudante inominado. Ao longo da história múltipla, o crítico Trellis, além de se encontrar e se tornar amigo do jovem Furriskey, acaba sendo torturado por um grupo de outros personagens seus, incomodados com o controle do autor sobre seus destinos. No clímax da narrativa metalingüística, o livro se encerra com o estudante irlandês sendo aprovado em seus exames literários.

Um pensamento sobre “A nadar – Dois – Pássaros

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