Eu queria ser o Brad Pitt

Originalmente publicado em Rascunho, em 16/05/2004,
quando a Angelina Jolie ainda nem existia

Como se não fosse bastante a Jennifer Anniston, ontem eu vi Tróia, filme no qual Brad Pitt interpreta o personagem Aquiles. Bom, antes de eu falar do que me interessou, vou usar um exemplo para dar mais dramaticidade.

Imagine um rapaz normal qualquer, gamado em uma moça qualquer. Imagine que apesar de seus sonhos de nela poder se dividir, de trocar alegrias e tristezas; apesar de toda sua devoção, ela simplesmente não o nota. Não lhe dá a menor bola. Faz com que ele se sinta o “homem que não estava lá“.

Nessa hipótese, se esse cara, depois dos tradicionais esforços do tipo cinema, jantar, conversas etc. consegue conquistar essa mulher (se é que isso é possível), ele merece louros, foguetório, abraços comemorativos etc., certo?

Bom, outra situação, completamente diferentes, seria o caso de essa mulher, carregada de raiva, na surdina, sentada sobre um sujeito que estava dormindo, tem uma lâmina contra o pescoço dele, querendo matá-lo (matar, ver morto, querer o cadáver!, repito) e o cara, sem nem abrir o olho, sem usar de nenhuma força física, apenas na lábia, na conversinha miúda, no caô, em menos de um minuto, “dança com ela na horizontal” (sem música). E para agravar a situação, essa moça era virgem. Era virgem porque era uma Sacerdotisa.

Sério, quem não queria ser o Brad Pitt?

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