Da dobradura dos sinos

Nenhum homem é uma ilha, inteira de si mesma; cada homem é um pedaço do continente, uma parte do principal; se um torrão é levado embora pelo mar, a Europa é diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a mansão dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu estou envolvido na humanidade; e portanto nunca mande saber por quem o sino dobra; ele dobra por ti.John Donne, Meditaçoes IV

Esse texto inspirou Ernest Hemingway a denominar sua obra célebre Por quem os sinos dobram?“,  publicado em 1940 e o qual ainda lerei um dia.

Por hora, uma explicação bem pertinente: a pergunta quer dizer “quem morreu”. Um sino dobrando, tocando numa igreja, badalando de um lado pro outro, é mais ou menos como a vinheta do Plantão da Globo, hoje extinto, não por acaso. Quem nunca ficou morbidamente curioso ao ouvir a musiquinha e pensou: putz, quem morreu?

De qualquer forma, tenho a forte impressão de que o livro é hoje muito mais célebre do que o pensamento de Donne, que viveu de 1572 a 1631. Afinal, foi Hemingway que inspirou Raul Seixas, em 1979, a dar nome a um album e a banda Metallica a compor uma canção sensacional, nos idos de 1985.

A minha pergunta é: porque será que o nome de John Donne não é famoso? Mistério, típico da Lista Negra.

2 pensamentos sobre “Da dobradura dos sinos

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