Fonética…

Originalmente publicado em Rascunho,em 08/09/2004

No momento alto do bis da banda de rock paulista, que aos 20 anos já nem era mais tão rock assim, mas ainda era boa; enquanto o tecladista entoava sua balada sob um holofote azul índigo e a platéia balançava os braços de um lado para o outro; na hora em que o baterista trocou aqueles tilintares nos pratos por uma batida forte no bumbo, para entrar o refrão; eis que a garota troca toda a sentimentalidade da canção e, com uma mera confusão da letra, substitui a crença romântica num destino errante por uma alegoria animal “heróica”, ensejando um momento ímpar de risos entre seus amigos ao cantar a plenos pulmões:

Vaca azul vai me proteger enquanto eu andar distraído!

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