Eleições UnB 2008

Hoje, Dia 24, começou o segundo turno da consulta para Reitor na Universidade de Brasília, e os votos de estudantes, docentes e servidores seguem até amanhã seguiram até o dia 25 em vários pontos dos Campi.

Como bem indicou Marcelo Hermes, eu votei na chapa nº 76. Continuando a Como minha singela participação na campanha, aproveito para publicizar divulguei um cordel elaborado por Judith Karine e Daniel Avelino: A incrível peleja de dois humanistas para mudar a UnB.

Não posso calcular o efeito disso nos votos, mas suspeito que tenha sido nenhum. Ainda assim, a chapa 76 obteve a maioria dos votos e dos pontos e José Geraldo será indicado para Reitor da Universidade de Brasília, tendo João Batista como vice (formalmente, a ratificação do resultado depende do Conselho da UnB e da aprovação do Ministro da Educação).

Peço desculpa pela megalomania, mas espero e farei o possível para que essa tenha sido uma vitória não apenas da dupla, não apenas da Univesidade de Brasília, mas de toda a socidade brasileira.

E a Pós-graduação com isso?

Como estudante da pós-graduação da UnB, vou pinçar um trecho de uma notícia elaborada pela SECOM:

“O resultado do processo eleitoral foi muito positivo. Conseguimos criar uma cultura de participação entre os graduandos e demos um salto em relação ao primeiro turno”, avaliou o coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UnB Fábio Felix.

Meu destaque vai para a palavra “graduandos”. Não li até agora nenhuma menção a alunos ou alunas da pós-graduação. Acho que ainda precisamos nos diferenciar como grupo de estudantes com interesses específicos ou, para usar a terminologia do Prof. José Geraldo, ainda nos falta ter um papel de sujeito coletivo.

Não critico, deixo bem claro, o Fábio Felix. O que sugiro é que temos de nos ver como parte de um processo discursivo em que mesmo o Diretório Central dos Estudantes está habituado a pensar apenas na graduação, da mesma forma que muitos outros entes representativos e órgãos administrativos internos e externos da Universidade. Não que esse pensar limitado seja a totalidade do pensamento; não que as ações sejam completamente cegas para a pós; mas esse imaginário nos é prejudicial, em vários aspectos.

E acho que, com o resultado da eleição, temos uma situação muito oportuna.

Tortura chinesa

As notícias indicam que o resultado da consulta poderia ter saído muito antes, não fosse a resistência de muitos em utilizar o voto eletrônico. O voto de papel, além de gastar papel, gasta tempo na apuração.

Se a idéia é segurança, é uma idéia de nostalgia de um passado de segurança que nunca existiu.  Isso é o quê? Apego à herança chinesa para a comunicação? É resquício da euforia pelos Jogos Olímpicos de Pequim?

Sinceramente, incomoda-me muito essa resistência à hiperfície. O papel não é mais seguro, nem menos seguro. Nenhum procedimento será infalível. Mas o papel tem um preço.

No caso, pode-se imaginar que foram apenas duas horas a mais no resultado da eleição. Mas a UnB poderia figurar como a primeira universidade a adotar a paridade e apontar seu Reitor pelo voto eletrônico. Já pensou essa notícia bem nomeio da crise econômica do país baluarte da democracia. Seria uma banho! Bom, seria, não será. Não dessa vez.

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