Sobre blogs e tudo mais…

Eu já toquei no assunto ao explicar o que é um “momento diário”. Blogs não são algo menor. Eles têm potencial para serem fabulosos e geniais. Claro, muitas vezes podem ser chatos, bobocas e descartáveis. Mas nisso eles não se diferenciam de nenhum outro meio. Quantos jornais, livros e revistas não são uma porcaria?

Antes de publicar aqui um artigo meu, reproduzo, com o auxílio lingüístico da hiperamiga Eterna Menina Shoyo, o texto “Os blogs como espetáculo íntimo” (publicado na Revista Ñ, suplemento literário do jornal argentino El Clarín). É uma espécie de resenha sobre um bate-papo em que os autores Santiago Roncagliolo, Oliverio Coelho y Daniel Galera explicam o que o s blogs  significam para eles.

Para ver o vídeo do bate-papo, clique aqui.

EM UMA MESA DO FILBA (FESTIVAL INTERNACIONAL DE LITERATURA DE BUENOS AIRES, QUE ACONTECEU EM NOVEMBRO) TRÊS JOVENS ROMANCISTAS E BLOGGERS LATINO-AMERICANOS DISCUTIRAM SUAS EXPERIÊNCIAS COM O POPULAR MEIO DIGITAL. ELES OPINARAM SOBRE AS VANTAGENS DE ESCREVER UM BLOG, MAS TAMBÉM ADMITIRAM QUE COMEÇA A SER UM GÊNERO ESGOTANTE.

Por: Andrés Hax

O blog já era? Continua sendo uma novidade? Um meio que pode usurpar, complementar ou até destruir a literatura? Os blogs são um meio legítimo para que um autor amador faça chegar sua obra –ou seus diários íntimos—a um público anônimo mas potencialmente massivo? Um blog pode servir como um laboratório público de idéias íntimas que serão as sementes de um livro comum e corrente?

Moderado pelo jornalista da Revista Ñ, Diego Erlan, três escritores convidados se dedicaram a debater acerca destas questões no painel do Filba “O Blog como espetáculo íntimo”. O brasileiro Daniel Galera (1979) uma das figuras da nova narrativa de seu país; O peruano Santiago Roncagliolo (1975) autor da novela Abril Rojo (“Abril Vermelho”, em tradução literal), entre outras, e também de um livro recém editado chamado Jet Lag que surgiu –justamente- de seu blog; e, finalmente, o argentino Oliverio Coelho (1977) considerado como um dos representantes da nova narrativa argentina e autor do blog conejillodeindias.

A conclusão? Algo pode ser adivinhado no vídeo desta nota ao escutar as opiniões dos palestrantes, mas em termos gerais pode-se dizer que foi detectado certo esgotamento do gênero blog. Em seu auge –que se poderia enquadrar em mais o menos dois anos atrás— representava uma tentação irresistível tanto para autores amadores como conhecidos e em sua maioria jovens. Depois de tudo, o blog é realmente uma tecnologia ou um suporte extraordinário: qualquer pessoa com acesso à Internet pode se converter em seu próprio editor. O efeito: milhões de pessoas se aproveitaram desta oportunidade e agora, além da incrível abundância, começa a existir uma espécie de fastio, de esgotamento.

Existe uma expressão comum em inglês: “If it aint broke, don’t fix it.” Algo assim como “Se não está quebrado, não invente de consertar.” E o livro não está quebrado.

O blog vai continuar atraindo escritores e leitores de toda índole, mas o melhor do melhor, o que vale a pena ler, vai continuar sendo publicado em livros. Ao menos essa é a opinião deste cronista, depois de assistir ao debate a quatro vozes hoje no Filba.

2 pensamentos sobre “Sobre blogs e tudo mais…

  1. Veja o que a Soninha Francine diz no blog dela… ela participou de uma premiação dos melhores blogs do mundo (www.thebobs.com), da Deutsche Welle… há histórias fantásticas, todas possíveis e reconhecidas via blogs.
    Beijos,
    Carol

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