Águas de dezembro

Poema meu, originalmente publicado em Sacada, em 15/12/2005

No ritmo com que o sol altera a aquarela
O caminho entre as árvores, a ponte velha
Um desejo secreto, mãos dadas, eu e ela
O reflexo crescente na água até a queda

A liberdade dos seus cabelos flutuantes
Uma imagem de sonhos, um longo instante
Manhã entardencendo em cores brilhantes
Competindo nossas pedrinhas deslizantes

Sorrisos satisfeitos, um beijo sobre os trilhos
Topo da colina, ela em direção à cozinha
Eu, cabisbaixo, às broncas escada acima
E a inocência escorreria junto à sujeira

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