O bom humor contra o mal

No Brasil, não há a autorização legal, mas tmabém não há previsão expressa contra o casamento gay. O que há é uma previsão expressa no código civil de que o casamento ocorre entre homem e mulher, previsão esta que alguns apontam como inconstitucional, exatamente por privar os homossexuais de se unirem civilmente a fim de constituir uma família.

Bem, esse vazio legal em relação aos gays também existia e nos EUA. Em maio de 2008, a Suprema Corte da Califórnia adotou a interpretação ampliativa do direito à isonomia, entendendo que os gays tinham direito de se casar. O que os tradicionalistas preconceituosos e xaropes pensaram: vamos legislar e proibir expressamente essa possibilidade.

gaysEm cada um dos 50 Estados Unidos há uma legislação própria. Na Califórnia, esse movimento “bacana” originou a  iniciativa de emendar a constituição estadual, com a chamada Proposta 8, que meu (hiper)amigo Guilherme Senna abordou no seu blog, com indicação do hilário “Prop 8 – The Musical”, estrelado por Jack Black, e John C Reilly, entre outros. A idéia do musical era mostrar o absurdo e a perversidade dessa proposta.

https://i1.wp.com/www.helyn.com/images/Lesbian%20wedding%20cake%20topper.JPGPesquisei um pouco e descobri que na verdade a iniciativa e a força contra não deram certo: a proposta foi aprovada por 52,3%, ou seja, a Califórnia se posiciona a favor do banimento expresso do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Pelo menos ficamos com a arte:

Gay ensemble (singing): It’s a brand new bright Obama day. What a time to be black, a girl, or gay. No, nothing could go wrong. So, join us in this song of happy days, for the gays, nothing can go wrong!

John C. Reilly and Allison Janney pop up from behind a beach umbrella.

John C. Reilly: Look nobody’s watching. It’s time to spread some hate and put it in the Constitution.

Allison Janney: Now? How?

John C. Reilly: Proposition 8

John C. Reilly unfurls a giant, rolled piece of paper with Prop 8 written at the top in bold letters.

John C. Reilly, Allison Janney and gay ensemble: Proposition 8!

Gay ensemble (frightened): Proposition 8!

The shot cuts to a “conservative” ensemble that includes Kathy Najimy, Jenifer Lewis, Craig Robinson, Rashida Jones, Lake Bell, Sarah Chalke, and Katharine Leonard.

Conservative Ensemble: Right!

John C. Reilly and Conservative ensemble: People listen to our plea. They’ll teach kids about sodomy! Sodomy!

A group of frightened, “average” citizens is shown rushing toward a voting booth and John C. Reilly and the conservative ensemble are shown congratulating themselves.

Gay ensemble: That wasn’t right. That’s a lie!

Conservative ensemble: But it worked, so we don’t care.

Gay ensemble: Now you wish we’d all shut up.

Conservative ensemble: But make our clothes and fix our hair.

Gay Ensemble: And our love’s not a sin.

Conservative ensemble: Well the Bible says it’s so.

Jack Black appears on the stage in the bright, heavenly glow and he is dressed as Jesus.

Jack Black (speaking): Well, the Bible says a lot of things, you know?

Conservative and gay ensembles: Jesus Christ!

Jack Black (speaking): Hey, how’s it going?

John C. Reilly (speaking): Jesus, doesn’t the Bible say these people are an abomination?

Jenifer Lewis: Obamanation!

Jack Black (speaking): Yeah, but you know it says the exact same thing about this shrimp cocktail.

Jack black holds up a shrimp cocktail. The conservative ensemble moves toward the shrimp cocktail.

Conservative ensemble: Mmmm, shrimp cocktail.

Jack Black (speaking): Ba ba ba ba baaaa. Leviticus says that shellfish is an abomination.

Jenifer Lewis: Obamanation!

Maya Rudolph (speaking): What else does the Bible say Jesus?

Jack Black laughs a little.

Jack Black: (speaking) The Bible says a lot of interesting things. (singing) Like you can, stone your wife or sell your daughter into slavery!

John C. Reilly (singing): Well, we ignore those verses.

Jack Black: Well then friend it seems to me, you pick and choose.

Conservative ensemble: We pick and choose.

Jack Black: Well choose love instead of hate. Besides your nation, was built on separation, of church and state. (speaking) See ya later, sinners.

Gay and Conservative ensembles (speaking): Bye Jesus. Goodbye Jesus. Bye.

Kathy Najimy: I love you, Jesus.

The shot cuts back to Marc Shaiman at the piano and Neil Patrick Harris is sitting next to him on the piano bench.

Neil Patrick Harris (speaking): You know, here’s another thought to wrap things up.

Everyone turns to look at Neil Patrick Harris who begins singing and dancing across the stage.

Neil Patrick Harris (singing): Oh, every time a gay or lesbian finds love at the parade…there’s money to be made.

Conservative ensemble: He’s right!

Neil Patrick Harris: each time two grooms say, paint the wedding hall and lavender’s the shade. There’s money to be made.

Conservative ensemble: He has a point.

Neil Patrick Harris: Think of all the carriages and four white horses. There’s millions lost from all of your disapproving.

Conservative ensemble: Well that’s not good.

Neil Patrick Harris: Think of all the lawyers for the gay divorces. Think of the tattoo removing.

Neil Patrick Harris pulls up the shirt of one of the male, gay ensemble members and a tattoo on their stomach vanishes in a sparkling flash.

Conservative ensemble: We get it now. We’ve been such fools.

Neil Patrick Harris and entire cast: I can see. America’s calling me. Gay marriages will save the economy!

4 pensamentos sobre “O bom humor contra o mal

  1. Pingback: Direitos das minorias: Necessidades versus lógicas abstratas | HIPERFÍCIE

  2. Pingback: Homofobia: navegue contra o direito ao preconceito - Observador Político

  3. legal, cara…
    infelizmente nossa legislação não abarca o “casamento” gay, mas, cá pra nós, se pudéssemos simplesmente andar de mãos dadas na rua já seria mais que o suficiente, não acha?
    casamento é algo muito “forte”, o ideal é legalizar a união homoafetiva criando dispositivos que resguardam direitos aos companheiros, inclusive a adoção de crianças.. mas enfim,, muita água pra rolar ainda rsrs

    • Isso de andar na rua de mão dada não precisa de lei. A lei não vai garantir isso, porque ela só pode servir mesmo depois da violência, depois da agressão, depois da violação do direito. Acho que o debate vale mais que a lei, a defesa do princípio da igualdade vale mais que a luta pela legislação. E aí a briga tem que mirar o ponto alto mesmo. Mas, como você disse, muita água pra rolar. Mas ela não vai rolar sozinha.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s