Pequeno crepúsculo

Ao final da tarde, início da noite, o ponteiro do relógio ia empurrando o dia para detrás do horizonte.

Mas antes, lá no limite do encontro da terra com o céu, o sol insistia em derramar sua luz por uma fresta entre as nuvens, ainda que de um jeito bem modesto. A imagem lembrava muito uma pequena casa, à beira de uma estrada deserta, com a lâmpada amarela da frente acesa.

A cena não durou muito tempo e a máquina fotográfica do celular não tinha condições de captar a beleza que seus olhos viam. Um momento de solidão para ser guardado em toda sua amplitude apenas na memória. Aliás, provavelmente a memória daria um jeito de, primeiro, aumentar o valor daquele instante para além da realidade; depois, iria esquecer, substituir por outro evento natural igualmente sublime a fugaz.

dawnAchou melhor escrever um texto e fazer uma foto, ainda que ruim. Pelo menos isso ficaria registrado e poderia ser compartilhado, claro, na ínfima medida do possível.

Um pensamento sobre “Pequeno crepúsculo

  1. São paisagens como essa e certas fotos que exemplificam bem o lugar onde gostaríamos de estar em determinados momentos.
    Mesmo com toda Hiperfície, as imagens do sol, da lua, estrelas, permanecem imutáveis.

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