Dias de um futuro construído

As sessões de julgamento espetacular chegaram ao fim, mas a sentença apenas será divulgada em 17 de abril. Ainda assim, a decisão será passível de recurso, então o resultado final deverá levar um tempo maior do que o hipertempo em que a rede está acostumada operar suas comunicações.

De qualquer forma, é mais o processo do que o resultado. Não o processo judicial, mas o caminho de construção de sentido. Um caminho que não se limita aos quatro responsáveis pelo The Pirate Bay, acusados no julgamento em Estocolmo, mas que é trilhado por uma coletividade, um novo sujeito de direito. Uma massa de incontáveis pessoas que vivem a hiperfície de forma a contestar diretamente significados jurídicos nocivos à nova realidade social, como a escassez artificial de informação que  a indústria fonográfica pretende garantir com o apoio dos Estados.

O direito achado na rede já tem um marcante episódio, inesquecível, cujo valor pode ser resumido na frase que encerra a nota de agradecimento publicada no blog do Spectrial:

Nós já escrevemos a história, na verdade mais de uma vez. Agora estamos criando o futuro.

3 pensamentos sobre “Dias de um futuro construído

  1. Pingback: É crime ou não é? « Hiperfície

  2. E essa é a era que vivemos, do casamento da informação com a tecnologia, das novas mídias, do jornalismo cidadão, do direito cibernético.
    Contudo, estamos cada vez mais próximos, de tudo, de todos, e, consequentemente, muito mais vulneráveis e monitorados.
    Sorte para o Pirate Bay e todo o futuro do homem e suas criações.

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