Hipervisão

Em 1888 George Eastman desenvolveu um filme seco flexível  que permitia a qualquer um bater uma fotografia. Sua invenção fomentou a circulação em massa das imagens, que passaram a poder serem produzidas por “qualquer um – homem, mulher ou criança -, com inteligência suficiente para apontar uma caixa e apertar um botão” (Brian Coe, The Birth of Photography, citado por Lawrence Lessig).

Obviamente, as fotos reveladas pela Kodak não se confundiam com as coisas retratadas, não tinham o cheiro, a textura ou a temperatura. Por outro lado, as fotos possibilitavam às pessoas ver lugares ou outras pessoas a qualquer hora ou lugar, independente da presença delas. As fotos produziam uma presença diferente das coisas: a presença da coisa ausente.

Loucura por loucura, ao desenvolver o filme flexível, Eastman contribuiu para a Hiperfície.

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