Drop dead

originalmente publicado em Rascunho, em 26 de outubro de 2004

Hand holding a hammer over another persons headO espanto, ainda que fosse geral, em seus olhos se mostrava ainda mais visível. Ele nunca poderia se imaginar naquela situação.

O fato é – ninguém questionaria – que aquilo havia ultrapassado, em muito, o máximo do sustentável. Aquele incômodo vinha martelando no ar numerosas ondas sonoras reiteradas, estupidamente irritantes. A coisa tinha ido tão longe que nem dava mais para enxergar a linha onde, lá atrás, tinha ficado o limite. Consenso velado, as pessoas apenas trocavam olhares, mas era indiscutível. Não dava mais!

huge.96.480166Sob essas condições, como é que ele poderia, de alguma forma, prever que – ao ouvir seu urro a plenos pulmões de “Morre logo, porra!” – o cara sem noção, em vez de apenas parar de tossir na sala de aula daquela forma cavernosa, realmente iria obedecer?

Agora tava ali, o cadáver, “atendendo a pedidos”.

2 pensamentos sobre “Drop dead

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