We had it so much better

post. originalmente publicado em Varanda, em 18/09/2006

Sentido horário: Andy, Alex, Ana Laura, Mari, Priscila, Gessika, Sérgio, Daniel Paz e eu.

Sentido horário: Andy, Alex, Ana Laura, Mari, Priscila, Gessika, Sérgio, Daniel Paz e eu.

Caso alguém me pergunte se o Motomix 2006 – o festival mais desorganizado que eu já presenciei – foi bom, eu responderia: “Sabe quando você está no camarim e os caras da banda são super gente boa?

Sério, inacreditável como uma incerta na FunHouse foi decisiva pro destino dessa viagem a São Paulo.

Entrada R$ 15, conversíveis em consumação pra quem consumir R$ 30. Bandinha de BH, discotecagem bacana, jukebox e sofás aconchegantes no andar de cima, caipirinha legal, uma lagerzinha de boa, vários amigos de Brasília, eis que entram no pub Alexander Paul Kapranos Huntley, Andrew Knowles, Eddie Argos, Mikey B e, sob o efeito de várias caipirinhas, Ian Catskilkin (Mea culpa: o Greg Collins, bateirista do Radio 4, também estava lá, mas eu não o reconheci; sorte que ele aparece, de canto, em uma foto minha).

Momentos de tietagem generalizada depois (na verdade, os caras do Art Brut não foram muito reconhecidos, o que facilitou o meu contato), estávamos no sofá, conversando sobre a gravação da uma música pra uma trilha sonora que eles fariam no sábado de tarde, doce de leite, feijoada, seinfield, videoclipes, letras de música, escolas de art. Lá pelas tantas, falando sobre o risco de não rolar o festival, eles pedem uma lista com nossos nomes, pra garantir que os veríamos tocar, afinal, éramos de Brasília e tinhamos viajado pra isso!

Sábado

No dia do show, atrasados, perdemos a Motomix Project Band e, enquanto rolava um certo perrengue pra entrar, rolava a performance chocha da lindíssima Annie. Dái veio a energética apresentação do Art Brut, seguida pelo ponto alto da noite: Franz Ferdinand! Em dia de chiva, ao final do show, os caras deram tênis, teclado, baquetas, tirando-nos suor e sorrisos!

artgoblinsEra então hora de tentarmos entrar no camarim. E não parecia que iria rolar. Ouvimos então o boato de que o Eddie Argos estava de bobeira na platéia. Corre, corre, achamos o cara, tiramos fotos, conversamos sobre a noite passada e ele me dá po seguinte autógrafo: “I’m very sorry (boozed) – Eddie Argos“. Ou seja, ele não lembrava de nada. Aí eu mostrei o broche do Art Goblins que ele me deu! Ele bem que lembrou, mas não se empolgou.

A Ana Laura, que cumpriu a promessa de levar pro Andy um CD com músicas brasileiras, insistia confiante que em vez de entregarmos pro Eddie, deveríamos tentar nós mesmos entrar no camarim. Eu nem levava mais fé na lista, achei que iríamos perder a chance de entregar o CD. Mas ela foi firme, e lá fomos nós de volta pra porta do camarim.

Eu achei mesmo que não fosse rolar. Até que eu achei a intérprete deles, Valéria, e a chamei pelo nome. Ela, visivelmente estressada pelo trabalho, disse pr’eu ter calma que ela tinha a lista do Andy. Quando ela reapareceu, perguntou quantos éramos. Como um raio, eu chamei o resto do pessoal.

Quando nós 11 fomos entrar, um bigodudo vetou a entrada das pessoas sem crachá, ou seja, nós. Choque de autoridade, sobreposição de atribuições e depois de muito esforço, conseguimos entrar apenas 5. Misto de satisfação e frustração, entramos na ante sala dos camarins do Franz e do Art Brut. Lá estavam de bobeira Freddy, Mikey, Ian (Art Brut) e Andy (Franz). Andie ofereceu bebidas e entramos no camarim mesmo do Franz. O Bob, o nick e o Paul estavam dentro do camarim.

alexLembro que, logo que entrei, perguntei pro Andy se ele lembrava de mim. Ele se sentiu ofendido e fez uma cara de “porra, eu por acaso pareço um superstar, qual o seu problema?!“. Com essa prova de que ele era um cara bem legal, falei do resto de nós la fora. Conseguimos por mais três pra dentro. Faltaram Mário, Mariana e o Vitinho (hoje Vitão Milionário), mas os seguranças estavam no limite. Não tinha mais o que fazer, a não ser curtir. Aí o Alex apareceu com uma camiseta da MTV Brasil muito maneira.

Conversamos sobre muita coisa. A voz grave da Freddy, a bebedeira do Ian, a turnê do Art Brut, os trabalhos anteriores, próximos planos, a gravação da música pro filme, outras bandas (Muse, Radiohead, Keane, We Are Scientists), de onde somos, o show em si, a nossa dificuldade pra entrar no festival, entregamos o CD (com Los Hermanos, Chico Buarque, Sérgio Mendes, Nara Leão, Elis Regina, Cazuza, etc.), trocamos e-mails.

O que mais posso dizer? Nós viajamos pra São Paulo pra conhecer as bandas! É isso.

6 pensamentos sobre “We had it so much better

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