O povo quer saber o quê fazer com Bolsonaro

No programa de TV Custe o Que Custar, o famoso CQC, foi veiculada uma entrevista no quadro “O Povo Quer Saber” com o deputado federal pelo Rio de Janeiro Jair Bolsonaro, do Partido Progressista.

Tendo em vista a revolta que se sente ao ouvir essas declarações, a reflexão seguinte é “o quê fazer com o Bolsonaro?“.

Basicamente devemos admitir que existe no Brasil quem pense como ele, criticar publicamente o que ele disse e, em vez de ofender, bater nos argumentos. Explico:

  1. admitir que o Bolsonaro foi eleito por pessoas reacionárias que existem e pensam como ele: defendem a ditadura militar como tempo bom, quando o Brasil estava melhor do que hoje; veem a homossexualidade como doença/defeito familiar/similar. E vale lembrar que ele está na sua sexta legislatura.
  2. comentar o que ele disse, metendo o pau nos argumentos, apontando todos os problemas, todos os preconceitos, pois só reforçando publica mente a ideia de que ele falou absurdos é que realmente as pessoas que nele votaram mudarão suas ideias sobre esses assuntos. É por isso que vejo um potencial bacana na datas comemorativas como o “dia da consciência negra“.
  3. não agredir o sujeito, mas as ideias dele. Nem fazer piada sobre a pessoa dele, nem xingar a mãe dele. Se o Bolsonaro é atacado pessoalmente, ele ganha simpatia das pessoas que nós deveríamos convencer que estão erradas. Basta ler os comentários ao vídeo no Youtube. Um monte de gente reacionária defendendo o Bolsonaro e, atendo-se ao óbvio, criticando o CQC pelo sensacionalismo. Se os argumentos do deputado são atacados, aí a resposta tem que ser argumentativa para ser levada a sério. E acredito firmemente que não há argumentos sustentáveis para defender o racismo, a homofobia e a desvalorização da democracia.

Acho também que é hora de todo mundo que criticou a eleição do Tiririca pelo Estado de São Paulo perceber que coisas muito mais prejudiciais podem sair das urnas. Ano que vem tem eleição de novo.

Um pensamento sobre “O povo quer saber o quê fazer com Bolsonaro

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