COVID-19: o principal desafios para as necessárias mudanças na Educação

Em 28 de abril faz 20 anos da conclusão da primeira conferência do Fórum Mundial da Educação, realizada em Dakar, no ano 2000. Naquele evento, mediante a elaboração de um documento guia, firmou-se o compromisso coletivo de alcançarem-se os objetivos e metas do movimento Educação Para Todos (EFA).

COVID-19 e desafios educacionais

No atual contexto da COVID-19, uma série de providências educacionais devem ser tomadas, de acordo com o desafio sanitário de evitar a aglomeração pública. Nesse período, diante dos desafios de um novo cenário social, mudanças pedagógicas e comportamentais da comunidade escolar podem permitir a segurança de estudantes e aprimorar o processo de ensino e aprendizagem.

Falo na condição de professor universitário de uma instituição de ensino superior privada e na condição de pai de uma criança de seis anos estudante da rede pública de ensino do Distrito Federal.

Não é o quê, mas como

As mudanças vão acontecer. Mas para que haja uma efetiva melhora, o jeito como as mudanças ocorrem precisa mudar. Se as alterações educacionais, simplesmente acontecerem, sem uma maior reflexão e sem nenhum exercício de autonomia, as muitas dificuldades já existentes serão automaticamente multiplicadas e aprofundadas.

Qualquer mudança pedagógica e comportamental da gestão, da docência e das famílias precisam considerar inicialmente que já havia uma dificuldade mesma de resolver as dificuldades cotidianas, mas que esse fator era superado pelo decorrer das obrigações diárias e o fluxo do dia a dia forçava a normalização das situações ruins. Agora, diante da COVID-19, vivenciando um contato remoto por meios digitais, precisamos explicar tudo, identificar cada questão a ser considerada, e fazer referência expressa a quem tem a atribuição de cuidar de cada assunto.

Penso que a comunidade escolar precisa desenvolver uma nova capacidade de reconhecer e enfrentar cada um dos seus problemas já existentes. Replicar o que deu certo em uma escola pode funcionar, mas pode não funcionar em outra comunidade, gerar mais dificuldade e ser um tiro no pé. Uma mudança traumática pode enrijecer situações ruins diante do receio de mudar para pior.

As experiências bem sucedidas precisam se tornar mais do que exemplos do que fazer. As inovações que já vinham dando certo e que estão ajudando o processo de educação precisam ser considerado em seu modo de fazer.

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